O partido islâmico de oposição na Malásia quer que a cantora norte-americana Beyoncé cancele um concerto planejado no país asiático, dois anos depois que impediu que a artista realizasse outro show, citando questões morais.
Atuações estrangeiras comummente geram protestos do Partido Pan Islâmico Malaio (PAS), cuja ala jovem conseguiu cancelar um show de Beyoncé em 2007 e tentou em 2008 evitar que a canadense Avril Lavigne se apresentasse no país de maioria muçulmana.
"Somos contra o entretenimento ocidental que promova o hedonismo. Não queremos que nossa juventude tenha más influências", afirmou Ahmad Sabki, vice-presidente da Juventude do PAS, segundo o jornal New Straits Times de quinta-feira.
A imagem da Malásia como um país muçulmano moderado foi atingida depois que uma mulher flagrada bebendo cerveja foi sentenciada a chibatadas. O concerto de Beyoncé está marcado para 25 de outubro, caso ocorra, como parte de uma turnê global, afirmou o jornal.
No início do mês o país inicialmente proibiu os muçulmanos de irem ao show da banda norte-americana de hip-hop The Black Eyed Peas.
A proibição caiu, mas um representante do alto escalão afirmou que o "melhor julgamento" individual deveria fazer a ponderação sobre ir ou não ao evento.
O conservadorismo do PAS em questões culturais causou problemas para os outros membros da aliança de oposição do qual faz parte, afirmou Zaid Ibrahim, ex-ministro da Justiça e agora político de oposição.
"É como se para o PAS o esforço de combate à corrupção, abuso de poder e incitação ao racismo fosse menos importante ante os esforços para evitar que os jovens que estão aprendendo a amar e se divertir sejam obstruídos do usufruto de um pouco de liberdade", escreveu Zaid em seu site. (http://my zaidibrahim.wordpress.com/).
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