
O longa-metragem de animação Brichos A Floresta É Nossa, que chega neste fim de semana aos cinemas, não é exatamente uma continuação de seu antecessor, BRichos (2006), também dirigido pelo curitibano Paulo Munhoz. Embora tenha muitos dos mesmos personagens, o filme, que levou três anos para ser realizado, tem uma história autônoma. Para assisti-lo, portanto, não é preciso ter visto o original.
A trama, como no primeiro filme, tem um forte tom de engajamento ambiental. O pano de fundo é a sustentabilidade planetária, o uso predatório dos recursos naturais. A Terra, como um todo, está ameaçada quando a águia Mr. Birdestroy (Marcelo Tas), legítimo representante do capitalismo inspirado em figuras como George W. Bush, e o camelo Al Corcova (Antônio Abujamra), espelhado no terrorista Osama Bin Laden, tentam colocar em ação um plano maquiavélico.
Os vilões querem transformar a Vila dos Brichos, situada no Brasil e conhecida internacionalmente como Brainforest, em uma megalópole onde a regra será faturar o máximo possível no espaço mais curto de tempo. Cabe aos animais do bem salvar o planeta. GGG1/2



