"Por um certo tempo parecia que as únicas cidades onde eles chegavam a parar eram as que tinham adquirido uma má reputação entre os que eram obrigados a visitá-las regularmente – vendedores de maquinário agrícola, músicos de bar, mascates de fármacos com imensas valises-mostruários cheias de tônicos para os nervos e pílulas fajutas que passavam por restauradores capilares. "Ah, aquela cidade." Junto do trilho e por todo o território você encontrava dessas cidades que era melhor evitar, a não ser que você estivesse há muito acostumado a um desespero que um dia seria definido integralmente apenas pelo nome delas, pronunciado de uma determinada maneira entre viajantes sem dinheiro. Não havia lavanderias, banhos ou comida barata nas redondezas da estação. Mas então, bem vindo à nossa cidadezinha, estrangeiro, vai ficar muito? Nos banheiros das ferroviárias, você sempre encontrava inscrita a última palavra a respeito: As rosa é vermelha/ A bosta é marrão/ E nessa cidade/ Só mora bundão."

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Trecho de Against the Day, de Thomas Pynchon (Tradução de Caetano Waldrigues Galindo).

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