Durou uma hora e deixou a desejar o show que oficialmente lançou o Ano da França no Brasil, que se inicia em 21 de abril e termina em 15 de novembro de 2009. Na apresentação desta segunda à noite, na casa de espetáculos Vivo Rio (Parque do Flamengo), para os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da França, Nicolas Sarkozy, e da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, o som não funcionou a contento, o show teve buracos enormes entre uma apresentação e outra e o filme que retratou o que aconteceu no Ano do Brasil na França, em 2005, foi tão cansativo que fez com que os presidentes se levantassem e saíssem.
A desorganização não acabou por aí. Os presidentes sentaram-se num balcão sem mesas em que pudessem pousar seus copos e garrafas, que eram deixados no chão. Carla Bruni tomou Coca Cola Zero, diretamente da lata. Bom mesmo, a ponto de levantar a platéia, foi o show do francês Charles Aznavour, que apesar de seus 84 anos e do som ruim, conseguiu animar o público. Sua apresentação levantou até mesmo pessoas como a tradicional e requintada Lily de Carvalho, que acompanhou com palmas suas músicas e seu sapateado. Aznavour dançou, regeu a banda, regeu o público, sapateou e ainda fez charme ao cantar La Bohème.
Gilberto Gil limitou-se a cantar duas músicas, uma delas feita na França a favor do SOS Racismo, movimento que defendia imigrantes e cujos versos diz "douche pas mon pote" (não encoste no meu amigo). Lenine ofereceu a Sarkozy a música "Já que sou brasileiro", que compôs em homenagem a Jackson do Pandeiro, e ao presidente Lula "Leão do Norte", que enaltece os nordestinos.
Na saída do show, Lily de Carvalho declarou que depois de Jackeline Kennedy, Carla Bruni é a primeira-dama "mais glamourosa que já se viu". Ela não teve a oportunidade de conversar com Carla hoje à noite, mas espera a primeira-dama para uma visita amanhã pela manhã no projeto Criança Esperança, da TV Globo, no morro Pavão-Pavãozinho.



