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Literatura

Hercule Poirot , famoso personagem de Agatha Christie, volta em um romance policial

“Os crimes do monograma” será lançado mundialmente na próxima segunda-feira

Três corpos são encontrados em diferentes suítes de um hotel de luxo em Londres. O ano é 1929. Os hóspedes foram envenenados na mesma noite, e uma pista foi deliberadamente deixada: na boca de cada vítima havia uma abotoadura de ouro com as iniciais PIJ. Enquanto os agentes da Scotland Yard não sabem nem por onde começar, um detetive belga, com bigode excêntrico e cabeça em formato de ovo, já desembarca no cenário macabro juntando as peças do quebra-cabeça. Hercule Poirot, um ícone pop da literatura policial, está de volta.

Pela primeira vez desde a morte de Agatha Christie, em 1976, os herdeiros da escritora britânica permitiram a publicação de um livro inédito com um personagem criado por ela. Com lançamento mundial na próxima segunda-feira (8), "Os crimes do monograma" (Nova Fronteira) é uma das obras mais aguardadas do ano.

A assinatura de Christie está na capa, acima do nome da verdadeira autora: a também britânica Sophie Hannah, romancista e poetisa de 43 anos. O desafio - ou a ousadia, como diriam alguns - de retomar a trajetória de Poirot caiu por acaso no colo de Sophie, leitora obsessiva da "rainha do crime" desde a adolescência e responsável por oito thrillers publicados em mais de 20 países.

Há cerca de dois anos, a família de Agatha começou a discutir com a editora Harper Collins fórmulas que fossem além de relançamentos para atrair leitores das novas gerações - embora seus títulos ainda vendam quatro milhões de exemplares por ano. Coincidentemente, Sophie apresentara a seu agente literário uma trama policial que não se encaixava no século XXI. Era um suspense ideal para uma Londres mais aristocrática, já extinta. Os dois projetos se juntaram naturalmente, contou o neto de Agatha Christie, Mathew Prichard, o principal administrador do espólio da escritora.

"Os crimes do monograma" é, segundo Sophie, uma carta de amor para Agatha Christie . Seu Poirot é absolutamente fiel ao original. Estão ali as manias, o conhecimento da psiquê humana, o egocentrismo, a falta de paciência com os tolos e a preocupação em estimular suas "pequenas células cinzentas".

O detetive, herói de 33 histórias, morreu em "Cai o pano", publicado por Christie em 1975 para desespero de uma legião de seguidores fanáticos (até hoje é o único personagem fictício a ter merecido um obituário na capa do "New York Times").

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