
A última das cinco peças da dramaturga inglesa Sarah Kane, Psicose 4h48, reflete suas angústias e a experiência de ter sido submetida a tratamentos para depressão (Kane suicidou-se em 1999, aos 28 anos, em uma clínica psiquiátrica).
A peça, um clássico do teatro contemporâneo, foi adaptada para o Brasil em 2004 pelo diretor e dramaturgo Marcos Damaceno, e retorna ao cartaz em Curitiba para duas únicas apresentações, neste sábado (4) e domingo (5), na Casa do Damaceno. Na semana que vem, a montagem segue para São Paulo, onde fará temporada de três meses no Espaço Os Sátyros.
Rosana Stavis contracena com Marcelo Bagnara, que interpreta um médico da clínica onde a protagonista está internada. A atriz recebeu o Troféu Gralha Azul de Melhor Atriz de 2004 por sua atuação.
O título da peça foi inspirado em uma estatística, revelando que a maioria dos suicídios ocorre antes do amanhecer. Em suas crises de depressão, Kane acordou várias vezes durante a madrugada e decidiu que 4h48 seria a melhor hora para se matar.
A montagem privilegia a sonoridade das palavras e o respeito às pausas. Procura ser fiel ao experimentalismo de Kane, que ao longo de sua trajetória artística preocupou-se em discutir temas como o amor, a solidão e a violência a partir de textos que abusavam de música e poesia.
Completam a equipe de criação a iluminadora Nadja Naira, a figurinista Maureen Miranda e o sonoplasta Vadeco. A trilha é composta por músicas do Radiohead, uma das bandas favoritas de Sarah Kane, e do Joy Division.
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