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Jagger: “inventor” do conceito estrela do rock | Kenzo Tribouillard/AFP
Jagger: “inventor” do conceito estrela do rock| Foto: Kenzo Tribouillard/AFP

O escritor inglês Philip Norman gosta de contar uma história para descrever que tipo de símbolo é Mick Jagger. Há poucos anos, Norman se encontrou num café com uma amiga, uma sessentona mãe de família, senhora decente. Mas foi só ele contar que estava trabalhando numa biografia sobre o vocalista dos Rolling Stones que a compostura foi para o espaço. Ela começou a gemer, simulando um orgasmo. Jagger acabara de fazer mais uma vítima.

O que Mick Jagger vem representando para os fãs há 50 anos, tempo de carreira dos Stones, é uma mistura de tesão e admiração, de voz e atitude, da velha tríade sexo, drogas e rock’n’roll. Ele foi, nas palavras usadas por Norman na biografia não autorizada Mick Jagger, que a Companhia das Letras acaba de lançar no Brasil, o inventor do "conceito de estrela do rock, em oposição a mero cantor de uma banda". Mas foi também, de acordo com a imagem traçada por Norman, um sujeito de muita pose.

O livro segue a cronologia linear da maioria das biografias, partindo da infância de um menino de lábios carnudos nascido numa família de classe média na cidade de Dartford, até chegar ao astro de 69 anos que ele é hoje. Jagger teria sido um tipo de ator, daquele que se apropria do cenário para criar seu papel, que improvisa conforme a música: seja ela "Sympathy for the Devil", composta em meio a seu interesse por satanismo, ou a ode onanista "Satisfaction".

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