A gravadora Som Livre, que tem o controle do acervo da cantora Maysa Monjardim que estava em poder da gravadora RGE, acaba de relançar quatro álbuns da artista. O relançamento ocorre na esteira da minissérie Maysa Quando Fala o Coração, dirigida por Jayme Monjardim, filho da intérprete.
Os títulos que ganham pela primeira vez versões em CD : Maysa é Maysa... é Maysa... é Maysa (1959), Voltei, Maysa Canta Sucessos (1960) e Maysa Amor e Maysa (1961). O preço sugerido pela gravadora para cada disco é de R$ 15 cada.
Maysa é Maysa... é Maysa, é Maysa (1959) vai da fossa de "Castigo" e "Só Deus" à delicadeza pré-bossa nova de "Manhã de Carnaval", no auge do sucesso internacional do longa-metragem Orfeu Negro, de Marcel Camus, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro e da Palma de Ouro no Festival de Cannes. O álbum também inclui passando o samba "E Daí? (Proibição Inútil e Ilegal)".
Bossa nova
Em Voltei (1960), boleros e sambas-canção dão o tom, mas há certa modernidade nos arranjos e repertório. A bossa nova da qual ela se aproximaria mais em 1961, com o disco O Barquinho, produzido por Ronaldo Bôscoli aparece na primeira faixa, "Meditação".
Maysa Canta Sucessos (1960) traz canções famosas com outros cantores, como Elizeth Cardoso, Miltinho e Sylvia Telles. Curiosidade: a letra de "Ternura Perdida" é de Inah Monjardim, mãe de Maysa.
Eclético e internacional na forma com "I Love Paris" (em inglês), "Quizás, Quizás, Quizás" e "Besame Mucho" (em espanhol); e o clássico da seresta Chão de Estrelas , Maysa, Amor... e Maysa (1961) é, essencialmente, Maysa pura: sofrimento, paixão e certa malícia.
Cada CD traz um texto de apresentação do pesquisador Rodrigo Faour. Os encartes, porém, são pobres, sem imagens das contracapas originais ou fichas técnicas.
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