
Curitiba recebe, na semana que vem, o espetáculo “Lisbela e o Prisioneiro”, peça criada pelo pernambucano Osman da Costa Lins (1924-1978), em 1964. A adaptação que vem para a capital é do grupo mineiro Canastra Real.
As apresentações estão marcadas para os dias 8, 9 e 10 de maio, na Caixa Cultural. As vendas dos ingressos começam neste sábado (2), com custo de R$ 10 e R$ 5 (meia).
A história
A encenação se passa no sertão nordestino, mais precisamente na cidade de Vitória de Santo Antão, em 1940. Lisbela é uma jovem obcecada pelo cinema norte-americano e filha do delegado da cidade. Apesar de estar de casamento marcado com um convencido advogado, ela acaba se apaixonando por um artista de circo - Leléu, um legítimo Don Juan do sertão que acaba de chegar ao povaréu.
O texto de Lins narra o amor entre o inusitado casal enquanto Leléu tenta escapar com vida de um matador que busca vingança. Com sotaque nordestino e cômicos diálogos, o autor descreve a cultura popular brasileira enquanto trata questões sociais e morais. Em 2003, a história foi levada aos cinemas em filme dirigido por Guel Arraes.
A montagem do grupo mineiro Canastra Real é dirigida por Ricardo Batista e conta com Fernanda Botelho, Fabiano Persi, Luciano Luppi, Geraldo Carrato, Pepê Sabará, Fernando Veríssimo, Edu Costa e Rubens Ramalho no elenco.



