O espetáculo de uma das mais tradicionais companhias de dança do Brasil deixou a plateia do Guairão quase completamente lotada na noite de ontem. Os dois balés apresentados pelo Grupo Corpo agradaram o público curitibano que deixou a frieza em casa e aplaudiu de pé após cada uma das apresentações.
Inspirado nos cativos da província angolana de Benguela, o balé Benguelê trouxe para o palco traços da dança afro como força e sensualidade, mas não caiu em clichês nem fez movimento caricatos do que seria a dança africana. A coreografia mostra uma pesquisa que buscou de referências que, com toda a maturidade de uma companhia de 37 anos, foram adicionadas à própria identidade do Corpo ao dançar. A direção musical de Bengulê é de João Bosco, que também é o intérprete das músicas.
O segundo balé a ser apresentado foi Sem Mim, com a mesma vivacidade do primeiro, mas mais leve. Um tecido suspenso sobre o palco em certo momento se tornou uma tenda transparente onde foi um dançado um dueto que emocionou a plateia e despertou aplausos no meio da apresentação. A música, composta por Carlos Núñes e José Wisnik foi construída sobre o Ciclo do Mar de Vigo, do jogral do galego Martín Codax, que viveu entre os séculos 13 e 14. Com intérpretes como Milton Nascimento e Chico Buarque, a trilha embalou o crescimento da coreografia que, com sutileza, auxiliou os bailarinos exibirem ainda mais seu alto nível técnico e artístico.
O Grupo Corpo também se apresenta hoje a noite, às 19 h no Teatro Guaíra.
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