A Bolsa de Valores de São Paulo tem forte alta nesta terça-feira, puxada por ações dos setores de mineração e siderurgia.
O bom humor no mercado internacional também influencia a Bovespa. O principal índice da bolsa paulista sobe 1,76%, a 44.709 pontos e volume financeiro de R$ 2,661 bilhões. Entre as principais altas despontam Arcelor (12,16%), em função da imposição de um preço para a recompra de ações feita pela Comissão de Valores Mobiliários à Mittal Brasil, Usiminas (+4,32%), Companhia Siderúrgia Nacional (+4,22%), Gerdau (4,17%) e Vale do Rio Doce (3,35%).
Segundo o sócio-diretor da Rio Gestão, André Querne, as ações de setores ligados à siderurgia sobem em todo o mundo em função da expectativa de reajuste de preços dos aços planos.
- Esta é uma notícia da semana passada mas, hoje, quando o mercado teve uma arrancada, este foi o setor que se revelou com maior gás para ganahr no curto prazo - diz.
As ações da Petrobras, que registrou um lucro líquido recorde de R$ 25,9 bilhões em 2006, chegaram a subir fortemente no início da manhã. No entanto, como o resultado do quarto trimestre ficou abaixo do previsto (R$ 5,2 bilhões, com queda superior a 35% na comparação anual), os papéis perderam o fôlego. As ações preferenciais são negociadas com ganhos de apenas 0,33%, enquanto as ordinárias sobem 0,62%.
Nos Estados Unidos, o mercado de ações tem forte alta, com as blue chips (papéis mais negociados) liderando os ganhos. Investidores viram com bons olhos uma eventual compra da Alcoa pela BHP e pela Rio Tinto, conforme noticiou a imprensa internacional. Além disso, estão animados com a elevação do programa de recompra de ações da GM e da 3M para US$ 7 bilhões.
O Dow Jones sobe 1,61%, a 44.643 pontos; o Nasdaq tem alta de 0,40%, a 2.460 pontos; o S&P, por sua vez, ganha 0,68%, a 1.443,18 pontos.
O dólar, por sua vez, cai pela primeira vez em três dias. A cotação da moeda recua 0,28%, a R$ 2,1080, depois do anúncio de uma operação de swap cambial do Banco Central.
O risco-país tem queda de 1,65%, a 179 pontos básicos. Já os juros futuros com vencimento em janeiro de 2008 projetam taxa de 12,180% ao ano, com queda de 0,01 ponto percentual.



