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Biodiversidade

Brasil ganha Comitê de Biotecnologia

Brasília – Dono de um quinto da biodiversidade mundial, o Brasil ganhou ontem uma ferramenta para tirar proveito econômico, social e ambiental das cerca de 200 mil espécies de plantas, animais e microorganismos registradas no país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou decreto que cria o Comitê Nacional de Biotecnologia e institui uma política específica para o setor. A meta é ambiciosa: transformar o Brasil num dos cinco países líderes mundiais da indústria biotecnológica até 2015.

Segundo o governo, a nova política permitirá investimentos de R$ 10 bilhões em biotecnologia no Brasil nos próximos dez anos. Desse total, 60% viriam de recursos públicos, tanto do Orçamento Geral da União como do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de fundos destinados a investimentos em pesquisa, ciência e tecnologia. Os 40% restantes viriam de parceiros privados.

Quatro setores receberão investimentos: saúde, agropecuária, indústria e meio ambiente. "O que o governo fará é identificar a demanda e criar ferramentas para transformar o conhecimento acumulado nas universidades em produção industrial", explica o secretário de Desenvolvimento Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Antonio Sergio Martins Mello. "Além de financiamento, de coordenação de toda a área, o comitê deverá pensar em medidas para retirar obstáculos que impedem o desenvolvimento do setor", afirmou.

Com 17 membros de diversas esferas do governo federal, o Comitê Nacional de Biotecnologia vai gerenciar a política pública para a área e definir as prioridades. Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, o comitê é composto por representantes da Casa Civil e de mais sete ministérios: Saúde, Ciência e Tecnologia, Agricultura, Meio Ambiente, Educação, Desenvolvimento Agrário e Justiça.

Também integram o comitê órgãos ligados ao desenvolvimento de pesquisas, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Biotecnologia (Abrabi), o faturamento anual do setor no país está estimado entre R$ 5,4 bilhões e R$ 9 bilhões.

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