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Consulta segue por 60 dias | Jonathan Campos/ Gazeta do Povo
Consulta segue por 60 dias| Foto: Jonathan Campos/ Gazeta do Povo

Composição

Cerveja brasileira é uma das que contém mais aditivos no mundo

A cerveja brasileira, especialmente a produzida pelas grandes cervejarias, já é uma das que contém mais cereais que não a cevada, como milho e arroz, no mundo. E o uso destes aditivos vem aumentando, indicam estudos do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo.

Os cientistas avaliaram a presença de outros cereais na cerveja com base na quantidade de carbono-13 na sua composição – quanto menor o valor, menos aditivos foram adicionados.

O estudo mais recente concentrou-se em 77 marcas de cervejas, sendo 49 produzidas no Brasil e as restantes em países das Américas do Sul e do Norte, da Europa e na China. As cervejas nacionais tiveram um valor médio do carbono 13 similar aos encontrados nas fabricadas no restante das Américas e na Ásia, mas acima da média das europeias.

A cerveja brasileira está prestes a ter um novo padrão de qualidade, a partir de um modelo proposto por representantes tanto das grandes indústrias quanto de pequenos produtores artesanais e caseiros. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) abriu a consulta pública da proposta de revisão dos Padrões de Identidade e Qualidade (PIQ) dos produtos de cervejaria do Mercosul, que regulamenta o setor no Brasil.

Aprovadas as novidades, em breve os brasileiros vão poder degustar cervejas com mel e frutas, destiladas, com até 54% de álcool, sem falar nas envelhecidas em tonéis de madeira. A proposta mantém em 45% o limite atual de utilização dos chamados "adjuntos cervejeiros" (milho e arroz, entre outros). Além de impactar nos custos, as empresas argumentam que a utilização destes produtos ajuda a suavizar o sabor e torná-lo mais aceitável pelo grande público.

Os processos para destilar a cerveja, transformando-a em uma espécie de aguardente com entre 38% e 54% de álcool, serão permitidos caso a proposta seja aprovada. A bebida resultante deverá ser chamada bierbrand.

Será possível ainda usar o processo alemão conhecido como eisbocking, que congela o líquido para retirar a água, tornando-o mais concentrado e alcoólico, com teor acima de 7% ("cerveja concentrada").

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