Brasília O Banco Central (BC) confirmou as previsões do mercado financeiro e reduziu a taxa básica de juros em meio ponto percentual, para 14,75% ao ano. Embora ainda elevada, essa é a menor taxa desde 1986, quando foi criado o Comitê de Política Monetária (Copom).
A frase no comunicado do Copom é a mesma da reunião anterior, apenas com ajuste em relação à nova taxa: "Dando prosseguimento ao processo de flexibilização da política monetária, iniciado na reunião de setembro de 2005, o Copom decidiu por unanimidade reduzir a taxa Selic para 14,75% ao ano, sem viés, e acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária".
A decisão já era esperada pelos analistas do mercado financeiro, que projetam também que a Selic irá encerrar o ano em 14,25%. No entanto, a definição de novos cortes irá depender ou não da deterioração do cenário internacional. O corte da reunião finalizada hoje é da mesma magnitude do realizado no encontro anterior, em maio. Nesta ocasião, o BC informou que estaria atento às turbulências no cenário internacional e aos seus efeitos sobre a economia.
Embora os mercados esperem o fim do processo de elevação das taxas de juros nos EUA, nos últimos dias houve uma agravamento no conflito entre Líbano e Israel, o que ajudou a pressionar os preços do petróleo no mercado internacional.
Desde o início do processo de redução dos juros, em setembro do ano passado, a Selic já caiu cinco pontos percentuais. Ao todo, foram nove cortes. Daqui para frente, o que irá determinar a continuidade desse processo é o comportamento da inflação, que segue sob controle.
A meta de inflação oficial para este ano é de 4,5% de acordo com o Indice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) com uma margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
O BC também ficará atento aos investimentos feitos no país. O crescimento do nível de investimentos indica que há uma perspectiva maior de a produção industrial atender toda a demanda sem risco de aumento de preços.



