A dívida líquida do setor público encerrou abril em nível equivalente a 35,7% do Produto Interno Bruto (PIB), o mais baixo da série iniciada em 2001. O mínimo anterior havia sido de 36,3% do PIB, em setembro de 2011.
Segundo o Banco Central, boa parte da recente queda da dívida líquida é explicada pela alta do dólar. Como o Brasil é credor externo tem mais ativos que dívida em outras moedas a subida da moeda norte-americana beneficia as contas públicas brasileiras. Isso ocorre graças ao patamar das reservas internacionais, que já somam US$ 372 bilhões.
O BC informou também que o superávit primário acumulado pelo setor público entre janeiro e abril, de R$ 60,2 bilhões, equivale a 43% da meta de R$ 139,8 bilhões fixada para 2012. Mas o resultado acumulado em 12 meses, que esteva bem próximo da meta em fevereiro (R$ 138,6 bilhões), recuou para R$ 131,6 bilhões em abril, pois os números de março e abril deste ano vieram abaixo dos verificados no segundo bimestre de 2011.