"O Brasil decola" é o título da reportagem de capa desta semana da revista norte-americana de economia "The Economist", que destaca o crescimento do país mas alerta que o maior perigo para o país no momento é o "orgulho".
A revista lembra que, em 2003, quando economistas do Goldman Sachs colocaram o B de Brasil no acrônimo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) houve quem reclamasse, dizendo que "um país com um crescimento tão pequeno quanto seus biquínis, vítima de qualquer crise financeira que esteja por perto, um lugar de instabilidade política crônica e cuja capacidade infinita de desperdiçar seu óbvio potencial era tão lendária quanto seu talento para futebol e carnaval, não tinha lugar junto aos titãs emergentes".
Agora, diz a revista, o Brasil está em alta, tendo sido um dos últimos a entrar na crise e um dos primeiros a sair. "Sua economia está crescendo novamente a uma taxa anualizada de 5%. E o crescimento deve acelerar nos próximos anos, quando novas grandes reservas de petróleo em águas profundas começarem a produzir e enquanto os países asiáticos ainda têm fome pela comida e minerais do solo vasto e rico do Brasil", diz a "Economist".
Mas a revista alerta: "talvez esse seja o maior perigo que o Brasil enfrenta: orgulho. [O presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva] está certo em dizer que seu país merece respeito, assim como ele merece boa parte da adulação que ele recebe. Mas ele também foi um presidente sortudo, recebendo as recompensas da alta das commodities e operando em uma plataforma sólida para o crescimento eregida por seu predecessor, Fernando Henrique Cardoso".
"Manter a performance melhorada do Brasil em um mundo sofrendo tempos mais difíceis significa que o sucessor de Lula terá que lidar com alguns dos problemas que Lula tem sentido que pode ignorar", conclui a "Economist".
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