Pesquisa Focus prevê dólar a R$ 2,49 no fim de 2014
A mediana das projeções para a taxa de câmbio no final de 2014 caiu de R$ 2,50 para R$ 2,49, na pesquisa semanal Focus realizada pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a projeção era de R$ 2,47. Para o fim de 2015, a mediana se manteve em R$ 2 55. Há quatro semanas estava em R$ 2,51.
Na mesma pesquisa, o mercado financeiro reduziu a previsão para a taxa média de câmbio em 2014 de R$ 2,45 para R$ 2,43. Para 2015, a projeção segue em R$ 2,50. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 2,44 neste ano e R$ 2,49 no próximo.
A pesquisa também mostra que, para o fim de março, a estimativa segue em R$ 2,40. A mediana das projeções para o câmbio dos analistas do Top 5 médio prazo para o fechamento de 2014 segue em R$ 2,45. Para 2015, se manteve em R$ 2,55.
Economistas de instituições financeiras melhoraram um pouco as expectativas sobre o crescimento da economia brasileira neste ano, ao mesmo tempo em que reduziram a perspectiva de aperto monetário após o Banco Central ter desacelerado o ritmo na semana passada. Pesquisa Focus do Banco Central (BC) divulgada nesta quarta-feira (5) mostrou que a expectativa para a Selic neste ano foi reduzida a 11,13% na mediana das projeções, frente a 11,25% na pesquisa anterior.
Na semana passada, o BC elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 10,75%, reduzindo o ritmo de aperto monetário. Nas últimas reuniões, os aumentos na Selic haviam sido de 0,5 ponto percentual cada.
De acordo com o Focus, os economistas veem nova elevação de 0,25 ponto na Selic em abril, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne novamente, e reduziram as apostas em nova alta em dezembro, a 0,13 ponto percentual segundo a mediana das expectativas.
Já o Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções nesse período, continua vendo aperto monetário maior, com a mediana das projeções apontando a Selic a 11,75% no fim de 2014, sem alteração ante a semana anterior. O Top 5 de curto prazo mostra que as estimativas são de que a Selic ficará em 11 por cento neste ano.
Economistas atribuem a redução do ritmo do aperto promovida pelo BC a sinais de arrefecimento da inflação no início do ano, mas também à fraqueza da atividade econômica.
Embora o crescimento de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2013 tenha surpreendido positivamente, o resultado não foi suficiente para mudar de maneira significativa as expectativas de um 2014 mais fraco.
Em 2013, o PIB brasileiro avançou 2,3% e agora, segundo o Focus, os economistas ajustaram suas expectativas de expansão neste ano para 1,70%, frente a 1,67% na semana anterior, elevando a projeção após três semanas seguidas de queda. Para 2015, as contas ficaram inalteradas e indicam crescimento da atividade 2%.
O Focus indicou ainda que as projeções para a inflação continuam elevadas, com o IPCA devendo encerrar este ano a 6% e 2015 a 5,70%, também sem alterações. Já a perspectiva para a inflação nos próximos 12 meses foi a 6,12%, 0,01 ponto percentual a mais do que no levantamento anterior.
Transações correntes
O mercado financeiro manteve a previsão para o déficit em transações correntes em 2014. mostra que a mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente este ano ficou em US$ 75,00 bilhões. Para 2015, a previsão de déficit nas contas externas segue passou de US$ 67,80 bilhões para US$ 67,90 bilhões. Há quatro semanas, o déficit estava em US$ 73 bilhões para 2014 e em US$ 69,90 bilhões para 2015.
Na mesma pesquisa, economistas reduziram a estimativa de superávit comercial em 2014 de US$ 7,90 bilhões para US$ 7,00 bilhões. Quatro semanas antes, estava em US$ 8,25 bilhões. Para 2015, a projeção caiu de US$ 10,50 bilhões para US$ 10,00 bilhões. Há quatro semanas, estava em US$ 13,00 bilhões.
A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, caiu de US$ 58,80 bilhões para US$ 58,00 bilhões em 2014. Para 2015, recuou de US$ 57,30 bilhões para US$ 55 bilhões. Há quatro semanas, estavam, respectivamente, em US$ 58 bilhões e US$ 60 bilhões.
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