A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou as operações desta quarta-feira em alta de 1,22%, aos 37.288 pontos e com volume financeiro de R$ 2,257 bilhões. O risco-país caiu 1,35%, situando-se nos 220 pontos.
O mercado acionário paulista operou em alta, com pequenas oscilações, repercutindo não só o desempenho das bolsas americanas, mas também resultados corporativos domésticos.
Um dos destaques do dia foi a Arcelor Brasil , cujas ações registraram alta expressiva, em conseqüência de um balanço trimestral que deixou animados os investidores.
A decisão da CVM , de exigir que a Mittal promova, também no Brasil, uma oferta de aquisição de ações da Arcelor, contribuiu para a alta dos papéis. A Mittal prometeu recorrer.
O dólar também teve um dia de negócios tranqüilos nesta quarta-feira, refletindo (bons) resultados corporativos e, mais uma vez, ignorando os esforços do Banco Central em conter a desvalorização da moeda.
Assim, apesar de um novo leilão de compra promovido pela autoridade monetária, fechou o dia cotado a R$ 2,1810 para venda, em baixa de 0,50%.
Os mercados concentraram as atenções, nesta quarta-feira, no cenário externo um pouco mais positivo, devido a novos balancetes de empresas, mas ainda cauteloso, por conta das expectativas sobre a taxa de juros nos Estados Unidos.
O bom humor dos investidores com o discurso apaziguador do presidente do Fed (banco central dos EUA), há duas semanas, terminou com a divulgação de dois indicadores, ontem.
O índice de atividade industrial em julho e os gastos com construção em junho - acima do esperado -, somados à inflação acumulada até junho, reacenderam o temor de que o Fed decida prosseguir com o aperto monetário.
Ainda assim, o otimismo com os resultados corporativos prevaleceu nos mercados europeu e americano, que fecharam os pregões do dia em alta.
Na BM&F, os juros futuros também surfaram ao sabor das boas notícias e registraram leve queda no encerramento dos negócios, refletindo a confiança dos agentes econômicos na condução da política monetária do país.