Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Taxa de juros

Haddad diz que alta dos juros é “remédio em excesso” e que ameaça de Trump é sem sentido

Fernando Haddad
Ministro afirmou que taxa de juros mais alta é "remédio em excesso" e minimizou sobretaxa dos EUA ao Canadá e México. (Foto: reprodução/Canal Gov)

12 indignados

  • Ícone de reações Indignado
  • Ícone de reações Preocupado
  • Ícone de reações Feliz
  • Ícone de reações Inspirado
  • Ícone de reações Surpreso
  • Ícone de reações Triste

Ouça este conteúdo

O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, afirmou nesta quinta (30) que a taxa Selic, agora em 13,25%, já atinge um nível que desacelera a economia. O aumento ocorreu um dia antes por decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom), de maioria de indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), inclusive pelo novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Haddad destacou a necessidade de cautela para evitar que um aperto monetário excessivo prejudique o crescimento.

“Se você já está com Selic muito restritiva, remédio em excesso pode ser contraproducente”, disse em entrevista à RedeTV.

Apesar do cenário de juros elevados, Haddad prevê um crescimento da economia acima do previsto para este ano, mas menor do que o registrado em 2024.

“Nós estamos prevendo este ano uma redução do crescimento da atividade econômica de 3,5% para algo em torno de 2,5%, justamente para acomodar as pressões inflacionárias […] Não quero revisar para perto de 2% porque acredito que nós temos espaços para crescer 2,5% reduzindo a inflação”, completou.

O ministro também demonstrou otimismo em relação à acomodação dos preços dos alimentos no próximo ano, atribuindo essa expectativa a uma safra promissora e à possível desvalorização do dólar em relação às projeções atuais do mercado financeiro.

Fernando Haddad também comentou sobre as possíveis mudanças na política comercial dos Estados Unidos, especialmente diante da confirmação de Donald Trump de que aplicará tarifas de 25% sobre produtos do Canadá e do México. O ministro  minimizou o risco de sobretaxação a exportações brasileiras, argumentando que a balança comercial entre os dois países está equilibrada.

“Qual seria o ganho dos Estados Unidos em sobretaxar produtos brasileiros? Não faz sentido, é uma balança equilibrada entre os dois países”, afirmou.

Ele destacou ainda que, caso os Estados Unidos aumentem tarifas sobre grandes exportadores, o Brasil pode acabar beneficiado ao ganhar espaço no mercado norte-americano.

“Se ele sobretaxar um país no qual ele importa muito, pode favorecer o Brasil, inclusive, a exportar mais para os Estados Unidos, mas não sabemos ainda qual será essa política comercial”, ponderou.

“É muito simples, se ele taxar os produtos brasileiros, haverá reciprocidade do Brasil em taxar os produtos que são exportados para os Estados Unidos. Simples, não tem nenhuma dificuldade”, disse em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.