Os mercados de trabalho dos países desenvolvidos ainda sofrem os efeitos negativos da crise global, cujo período mais agudo foi iniciado em setembro de 2008. A situação, porém, é diferente do Brasil, cujo mercado de trabalho se encontra plenamente recuperado. A análise foi feita hoje pelo gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo.
O especialista fez a observação com base em dados apurados pelo IBGE sobre as taxas de desemprego nas principais economias do mundo, em janeiro deste ano e na média do quarto trimestre de 2010. Segundo Cimar, enquanto a taxa de desemprego brasileira foi de 6,1% no Brasil em janeiro deste ano, outros países divulgaram um patamar maior no desemprego. É o caso das taxas de desemprego apuradas em janeiro para Canadá (7,8%), Alemanha (7 9%) e Estados Unidos (9%).
Azeredo informou ainda que a taxa brasileira em janeiro é menor do que as apuradas nas prévias do quarto trimestre de 2010 para Itália (8,4%) e Espanha (20,33%). De acordo com Cimar, as taxas podem ser comparadas com a do Brasil, mesmo as que se referem à média do quarto trimestre do ano passado. Em dezembro de 2010, a taxa de desemprego foi de 5,3%, de acordo com o IBGE.
"Antes da crise global, tínhamos a segunda maior taxa de desemprego entre as 20 maiores economias do mundo. Agora, nossa taxa deve ser a décima quinta maior taxa de desemprego, entre as 20 maiores economias", afirmou o especialista. Para o gerente da PME, isso significa que o mercado de trabalho brasileiro recuperou-se de forma rápida dos efeitos negativos da crise global.
Segundo ele, porém, a taxa de desemprego da Coreia do Sul em janeiro deste ano foi menor do que brasileira, ficando em 3,8%. "A Coreia tem um mercado de trabalho característico, com postos de trabalho voltados mais para as áreas de tecnologia", disse, comentando que este tipo de área conta com número significativo de vagas.
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