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Lula volta a criticar Campos Neto
Lula retoma os ataques a Campos Neto a menos de uma semana da reunião do Copom para definir a Selic.| Foto: André Borges/EFE.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, nesta sexta-feira (26). O petista questionou o “respeito” de Campos Neto pela população após citar uma fala do presidente do BC sobre a política de valorização do salário mínimo.

“Esses dias o presidente do Banco Central deu uma declaração para imprensa que eu não quis acreditar. O cidadão jovem, bem sucedido na vida, diz o seguinte: ‘Esse negócio de aumento do salário mínimo e a massa salarial crescendo pode gerar inflação’. Significa que para não ter inflação o povo precisa ganhar pouco? É preciso?”, questionou Lula durante o anúncio de novas obras do PAC.

O presidente se referia a uma entrevista de Campos Neto à CNN Brasil, de abril deste ano, que voltou a circular nas redes sociais. Na ocasião, o presidente do BC afirmou que "quando as empresas não conseguem contratar e têm que começar a subir o salário para o mesmo nível de produção, significa que você está iniciando um processo inflacionário".

A declaração ocorreu após o IBGE divulgar que a taxa de desemprego no primeiro trimestre deste ano ficou em 7,9%. O patamar registrado é o menor para o período desde 2014.

Além disso, Campos Neto defendeu a possível flexibilização dos pisos de Saúde e Educação no Orçamento. A medida chegou a ser avaliada por técnicos, mas foi rejeitada pelo Planalto.

“Será que essa pessoa não tem respeito? Será que as pessoas pensam que alguém ganha salário mínimo, quer ganhar salário mínimo? Será que pensa que o Brasil é pobre porque quer ser pobre? Não. Dê oportunidade ao pobre, como o povo deu a esse pernambucano aqui, que ele vira presidente da República”, disse Lula.

As declarações de Lula contra o presidente da autoridade monetária tinham diminuído nos últimos dias, após um período de críticas recorrentes. Lula retoma os ataques a menos de uma semana da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Na próxima quarta (31), o colegiado decidirá sobre a taxa básica de juros, a Selic.

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