
A cerimônia de posse da nova presidente da Caixa, Miriam Belchior, foi marcada pelo protesto de sindicalistas e movimentos de esquerda contra a abertura de capital do banco estatal, com uma oferta inicial de ações (IPO) na bolsa.
Pelo menos 20 manifestantes que estiveram no auditório onde foi realizada a cerimônia como convidados empunharam cartazes com a frase “Eu defendo a Caixa 100% pública”. No momento em que Miriam chegou ao local da posse, eles gritaram frases como “Não à privatização” e “Da Caixa Econômica eu não abro mão.” Com a abertura de capital, a Caixa passaria a ser uma instituição de economia mista, como o Banco do Brasil. Miriam afirmou que não foi tomada nenhuma decisão até o momento sobre o assunto e que ainda são necessários estudos sobre a viabilidade de se vender ou não parte do capital da Caixa para investidores privados.
Também vaiado pelos manifestantes, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que a melhora nas contas públicas proposta pela nova equipe é importante também para manter a saúde financeira da Caixa. “A época de incerteza fiscal teve um custo imenso para a Caixa”, afirmou. “Houve um tempo em que a Caixa esteve em risco, e ela saiu do risco porque as ações certas foram tomadas.”