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A loja on-line de vestuário Dafiti anunciou nesta terça-feira (28) que recebeu investimento de 15 milhões de euros (cerca de R$ 50 milhões) do IFC (International Finance Corporation), braço financeiro do Banco Mundial.

Em três anos de existência, o site brasileiro levantou em torno de R$ 660 milhões - o maior aporte, de R$ 160 milhões, foi feito em setembro do ano passado pelo OTTP (Ontario Teachers' Pension Plan), um fundo de pensão de professores canadenses.

JPMorgan, Quadrant Capital Advisors, Grupo León e Rocket Internet estão entre os outros sócios da companhia.

Philipp Povel, sócio-fundador da Dafiti, sócio-fundador da empresa, disse à Folha de S.Paulo que uma das destinações do investimento será reforçar o caixa da companhia. "Acreditamos que é importante sempre ter caixa suficiente para enfrentar qualquer situação. Temos que andar com o caixa cheio", diz o executivo.

Apesar do apelo perante a investidores, a Dafiti ainda não atingiu o ponto de equilíbrio, condição em que o faturamento é suficiente para cobrir as despesas, e ainda opera no vermelho. Povel afirma que a companhia "tem caixa suficiente para atingir suas metas e o 'break-even' [equilíbrio]", mas não dá um prazo para quando a loja vai chegar ao azul.

Segundo ele, a necessidade de reforçar o caixa também não está relacionada a fatores econômicos dos países em que a companhia atua -a loja também tem operações no Chile, na Colômbia, no México e na Argentina, que sofre com uma desvalorização recorde do peso.

"Acreditamos que o nosso negócio não depende tanto de fatores macroeconômicos. Na América Latina, o comércio on-line tem 1%, 1,5% de participação na indústria de moda inteira, então há muito espaço para crescer", diz o executivo.

O dinheiro do novo aporte também será usado na infraestrutura da empresa -em tecnologia para aumentar a velocidade dos processos, por exemplo. Hoje, a empresa tem um centro de distribuição na cidade de Jundiaí, em São Paulo, e também nos outros quatro países em que atua.

O executivo também afirma que tornar-se sócio do IFC é importante porque a instituição não analisa apenas os aspectos financeiros do negócio -são levados em conta fatores ambientais (consumo de água e energia), de governança corporativa e sociais, como o desenvolvimento dos funcionários.

Hoje, 70% dos 1.500 profissionais que atuam na loja são mulheres. Povel não informou qual a porcentagem feminina nos cargos de gerência e diretoria.

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