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Alunos do Centro Educacional 1, no Guará (DF), que não têm acesso à internet: Plano Nacional de Banda Larga pretende ampliar inclusão digital no país | Gervásio Baptista/ABr
Alunos do Centro Educacional 1, no Guará (DF), que não têm acesso à internet: Plano Nacional de Banda Larga pretende ampliar inclusão digital no país| Foto: Gervásio Baptista/ABr

Baixa cobertura e preço alto impedem popularização

A exclusão atual acontece por vários motivos. O primeiro deles é evidente: os planos de banda larga no Brasil são caros. No Brasil, um plano de 1Mbps custa no mínimo US$ 25. Nos EUA, cada mega sai por US$ 3 e, no Japão, US$ 0,27.

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Uma internet cada vez mais veloz

Uma pesquisa conjunta das universidades de Oxford, na In­­glaterra, e Oviedo, na Espanha, mostrou que, neste ano, a velocidade média da banda larga aumentou 45% em comparação com o ano anterior. A Coreia do Sul, líder do ranking, tem 97% de suas residências conectadas – o que leva a uma mudança no perfil de consumo, com a mídia física sendo substituída por músicas, filmes e livros digitais. É o Japão, no entanto, o dono da web mais veloz, com conexão média de 60 Mbps.

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Existe um Brasil que não consegue assistir a vídeos no YouTube, que não tem perfil no Facebook, não acompanha as novidades pelo Twitter nem sonha em obter um convite para o Google Wave. Entra no MSN, mas precisa de nove horas para fazer o download do programa – isso quando a conexão não cai. É o Brasil desconectado, que equivale a 94,2% do nosso país.O Banco Mundial já avisou: cada vez que as conexões rápidas aumentam em 10%, o PIB de um país cresce 1,3%. E, embora o al­­cance das redes rápidas venha crescendo no país, hoje a internet banda larga chega a apenas 5,8% da população brasileira.O governo federal se prepara para lançar ainda neste mês o Pla­­no Nacional de Banda Larga, que pretende levar internet rápida a quase 80% dos municípios brasileiros. O plano prevê a expansão do acesso com planos, segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, de até R$ 9,90. A meta é ex­­pandir o acesso domiciliar. Entre­tanto, segundo o coordenador dos projetos de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez, "seria ingenuidade pensar em atingir o universo da população com conexões individuais". Para ele, é preciso investir também em acessos coletivos. Ou seja, em polos de acesso à rede instalados em escolas, bibliotecas e centros comunitários. Esses locais substituiriam os centros de acesso pago, como as lan houses, que são ponto de conexão para quase um terço dos internautas brasileiros, segundo levantamento do Comitê Ges­­tor da Internet. O plano está sendo discutido por um grupo de trabalho interministerial. O governo ainda não revelou se a rede de banda larga será administrada por uma empresa estatal, por exemplo, mas parte dessas dúvidas deve ser sanada amanhã, quando o presidente Lula receberá um documento com as propostas do grupo. Há diversas pressões rondando o plano, como por exemplo o modelo tecnológico. Em outubro, o ministro Hélio Costa, das Comunicações, disse que o governo pretendia oferecer os serviços via Wimax, uma forma de conexão sem fio que concorre com a 3G, oferecida pelas operadoras de telefonia. Não se sabe ainda qual é o conteúdo, mas as metas são ambiciosas. Augusto Gadelha, secretário de Política da Informática do Minis­tério da Ciência e Tecnologia, diz que em cinco anos a banda larga atingirá um "porcentual significativo de domicílios e todas as escolas urbanas e órgãos públicos do país". "Poderemos estar entre os dez países com maior penetração de banda larga do mundo".

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