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Material escolar

Papelarias baixam preços de estoques antigos

Produtos encalhados estão um pouco mais baratos nas lojas. Mas pesquisar continua a regra, porque promoções serão raras

Correria: aulas começam dia 10 de fevereiro | Hugo Harada/ Gazeta do Povo
Correria: aulas começam dia 10 de fevereiro (Foto: Hugo Harada/ Gazeta do Povo)

O ano letivo começa mais cedo em 2013, portanto, as vendas de material escolar estão no ápice e as promoções, distantes. No início de janeiro, pesquisa anual feita pelo Procon-PR com 19 itens mais pedidos por escolas mostrou que a diferença de preços entre as lojas poderia variar até 220%. Faltando dez dias para o início das aulas, os preços não mudaram tanto, com a exceção de produtos que fazem parte de estoques antigos das lojas.

Itens de baixo valor agregado e com potencial para ficar "fora de moda" estão mais baratos. Um exemplo é o caderno universitário. Lojas que estocaram em outubro, época em que distribuidoras fazem promoções, baixaram o preços de alguns modelos. Na pesquisa do Procon-PR, cadernos de capa dura e 96 folhas custam, em média, de R$ 4,72 a R$ 16,80 – a maioria sai por cerca de R$ 13,50. Já há modelos sendo vendidos a R$ 13. "Temos cadernos [em promoção], de estoque mais velho. Depende da oferta", conta Ademar Ludovico, dono da Papelaria Giz de Cera.

A melhor tática é formar um grupo de compradores e orçar preços em atacados e distribuidoras. Exemplo: na compra de dois cadernos universitários de dez matérias do Corinthians, da marca Credeal, cada um sai por R$ 12,60 no atacado Wespi – 35% menos que o preço médio no varejo (R$ 19,30).

Pesquisar é o roteiro básico para economizar, mas não demore a comprar: lojas reajustam os preços todos os dias. A auxiliar de cozinha Doralina Nascimento Rodrigues, 48 anos, sabe de cor a lista de material dos quatro filhos. Assim que passa em uma loja com preços mais em conta, aproveita para riscar alguns itens.

Liquidações, só depois

As liquidações não virão tão cedo. Lojas especializadas não costumam reduzir preços porque podem vender o estoque ao longo do ano. É possível, porém, que itens fiquem mais baratos em lojas de utilidades domésticas que adotam ares de papelaria nesta época. Como as vendas vão bem e o varejo foi cauteloso em relação a estoques, liquidações devem ocorrer só na primeira semana de aula, que começa em 10 de fevereiro.

Internet repete variedade de preços

O apelo de preço baixo que muita gente vincula à internet não chegou ao material escolar para muitas lojas virtuais. Levantamento feito pela Gazeta do Povo em quatro lojas mostra que em três delas a variedade de produtos é baixa e os preços mais altos do que em lojas físicas. É assim na Americanas, Submarino e Siciliano.

Um exemplo: a Americanas vende massa de modelar, papel sulfite e giz de cera de marcas pesquisadas pelo Procon-PR mais caro do que a média das lojas físicas em Curitiba. Na Submarino, o caderno de espiral e 96 folhas da Moranguinho, da Foroni, sai por R$ 19,90 contra os R$ 14,40 nas ruas. A Siciliano vende cola Tenaz, da Henkel, a R$ 2,55. A média em Curitiba é R$ 1,80.

A Kalunga é exceção. A loja vende produtos em embalagens maiores, que saem até mais em conta. É o caso da caneta cristal, da BIC. O item é vendido a R$ 0,90 nas lojas de Curitiba. Comprando a caixa com 50 unidades na Kalunga, cada caneta custa R$ 0,50.

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