Mercado
Bovespa sobe apesar de números fracos nos EUA
Os números frustrantes do mercado de trabalho americano, os indicadores mais esperados deste ano, não foram suficientes para derrubar as bolsas no encerramento da semana. A Bovespa valorizou, em sintonia com os mercados de Wall Street, antecipando um início favorável da temporada de balanços corporativos do terceiro trimestre.
As ações da Petrobras, que contribuíram para derrubar a Bolsa brasileira ao longo da semana, tiveram um dia de trégua hoje. Para analistas, houve apenas uma correção técnica, após uma sequência de três dias de fortes quedas nos preços desses papéis. O Ibovespa subiu 1,27% no fechamento, aos 70.808 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,75 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, avançou 0,53% no encerramento das operações.
Após levantar R$ 120 bilhões na maior venda de ações no mundo, a Petrobras já encolheu US$ 11,27 bilhões (R$ 18,8 bilhões) em valor de mercado, resultado de um movimento de correção de preços deflagrado pelos mesmos bancos que venderam a capitalização da empresa. No ano, o valor de mercado da Petrobras caiu 27,58% mais que o da British Petroleum, envolvida no megavazamento do Golfo do México, que recuou 26,26%.
Relatórios negativos de analistas, receio de ingerência política e de envolvimento em escândalos durante o período eleitoral, além da diluição dos ganhos e de desrespeito ao acionista minoritário (no caso, os maiores fundos de pensão e de investimento do planeta) são os motivos alegados para a recente "desgraça da companhia no mercado.
"A empresa não tem fundamentos [motivos] para esse valor. Os problemas que a Petrobras têm todos sempre souberam quais são. O investidor não comprou ação uma semana atrás e descobriu agora que há ingerência política na empresa e que o retorno é baixo", diz Nelson Matos, analista do Banco do Brasil Investimentos. "O que é de se estranhar é um banco oferecer a operação para os investidores e, uma semana depois, aparecer dizendo que a ação vale menos", afirma Erick Scott, analista da corretora SLW. Diante da instabilidade de preços, a empresa virou alvo de investidores que apostam na desvalorização dos papéis, segundo analistas.
Pessoa física
Os analistas recomendam que o investidor pessoa física nunca venda ações durante períodos de alta tensão, que podem ser movimentos de curto prazo. O conselho é esperar um período mais favorável para se desfazer de investimentos de risco.
Gigante, a capitalização despejou mais de 4 bilhões de ações que os investidores domésticos e estrangeiros têm dificuldade em absorver. Grande parte dos papéis foram comprados por fundos de pensão e investidores de longo prazo (fala-se em fundos soberanos do Oriente Médio e Ásia), que não costumam negociar as ações diariamente na Bolsa. Ontem, as ações preferenciais (sem voto) subiram 2,77% e as ordinárias (com voto), 2,44%.
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