No esforço para contornar a crise nos fronts político e econômico, a presidente Dilma Rousseff lança nesta quarta-feira (24) seu Plano Nacional de Exportações (PNE), para fortalecer as vendas ao exterior. “Acho que será uma boa notícia para as empresas, dentro das limitações que nós temos”, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. Num gesto de aproximação do governo com o Congresso, ele esteve nesta terça (23), no Senado, convidando parlamentares para a cerimônia.
O plano é composto por cinco “pilares”, que contemplam a aceleração dos acordos internacionais de comércio, a desburocratização, a promoção comercial, o aperfeiçoamento dos regimes tributários especiais do setor e o fortalecimento de instrumentos de financiamento, seguro e garantia. Na avaliação do setor privado, esse último eixo é o mais importante. Sem ele, não será possível expandir as exportações.
Não por acaso, esse ponto virou queda de braço entre Monteiro e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O primeiro queria ampliar o orçamento do Programa de Financiamento às Exportações (Proex), principalmente no seu braço de equalização de juros – que confere aos exportadores brasileiros condições financeiras semelhantes às de seus competidores externos. O segundo queria manter os cofres públicos fechados. Mas, aparentemente, Monteiro saiu vitorioso. “Posso assegurar que toda a demanda prospectada por recursos do Proex será atendida”, disse.
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