A Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou nesta quarta-feira (12) que o poço Franco, perfurado em busca das reservas para a cessão onerosa à Petrobras, tem reservas recuperáveis de petróleo de 4,5 bilhões de barris. A conta foi feita utilizando padrões de cálculo semelhantes aos usados pela Petrobras em Tupi, o que ampliou o volume de reservas com relação a projeções internas anteriores, que ficavam na casa dos 2 bilhões de barris por dia. O volume recuperável de petróleo em área que explora na bacia de Santos se configura como a segunda maior reserva de petróleo do Brasil, atrás apenas do megacampo de Tupi.
Em comunicados recentes, a ANP citou um fator de recuperação de cerca de 10% de todo o petróleo constante no reservatório, enquanto a Petrobras frisava que poderia extrair mais. O poço foi perfurado num prospecto de 400 quilômetros quadrados a nordeste de Iara, descoberta da Petrobras na Bacia de Santos. Segundo a ANP, foi encontrada uma coluna de óleo de 272 metros de espessura.
Em nota oficial, o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, afirmou que "parece se tratar de um dos poços de maior potencial já perfurado no País". A ANP informou ainda que está estudando a possibilidade de iniciar imediatamente um teste de formação no poço, com o objetivo de verificar sua produtividade.
O segundo poço da ANP, batizado de Libra, já começou a ser perfurado, a 32 quilômetros a nordeste de Franco, com a plataforma Ocean Clipper, hoje sob contrato com a Petrobras. As reservas descobertas nos dois poços serão negociadas com a Petrobras dentro do processo de cessão onerosa, que faz parte da capitalização da companhia.
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