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Qualificação

Certificado profissional facilita acesso ao mercado de trabalho

Não são apenas as empresas que recebem certificação, como as tradicionais ISO 9000 e tantas outras. Profissionais também precisam provar que são muitos bons em alguma coisa. Além de imprimir uma marca atraente no currículo, a certificação facilita o acesso ao mercado de trabalho. Em alguns casos, as empresas brigam pela pessoa que a detém. Isso porque os exames não são fáceis. São feitos para mostrar que o profissional tem amplo domínio em determinados processos, o que confere qualidade ao serviço. A recompensa é ficar em evidência e conseguir um aumento no salário.

O consultor Gerarhd Boehme, da Boehme Brasil Consulting, explica que a certificação foi a maneira que o mercado encontrou para achar profissionais que realmente sabem da sua profissão. "É a comprovação de habilidades, seja em segurança, custos, integração de sistemas, produtos ou pessoas", explica. Ele cita o trabalho de soldador industrial, de operadores de usinas hidreléricas, de pilotos de avião como as que exigem o aval de uma instituição certificadora. O documento pode ser comparado a uma carteira de motorista, pois tem validade, deve ser refeito de tempos em tempos e é a exigência para o trabalhador "rodar" por aí. "Às vezes é essencial. Para o profissional ter colocação no mercado precisa estar certificado."

Boehme orienta o profissional a procurar uma entidade de classe para conhecer as certificações exigidas pelo mercado e os locais certificadores. Um destes é o Centro de Exame de Qualificação (Cequal) inaugurado em maio pelo Senai, na unidade da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), em parceria com a Associação Brasileira de Manutenção (Abraman) e a Petrobras. A iniciativa veio da empresa de petróleo, que estabeleceu como meta ter 100% dos funcionários certificados em 2007, número que hoje está em 80%."Aqui fazemos certificação em calderaria, mas existem outras modalidades exigidas (na Petrobras)", explica Adilson Souza, coordenador do Cequal. "A certificação serve para mostrar que um profissional com vivência prática, que trabalha há 20 anos na área, tem a habilidade. Eles são disputados no mercado, ganham um adicional, mas o contrário acontece também. Se não conseguir, é mandado embora."

A certificação pode ser exigida ainda para o pessoal de uma empresa fornecedora. O gerente de recursos humanos da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Juarez Casnok, diz que a Petrobras decidiu ampliar a exigência de certificação para 30% dos funcionários terceirizados. "O profissional certificado é o que sabe tudo sobre o ramo dele e fez todos os cursos possíveis. É o supra-sumo da carreira. Ele não perde emprego e ganha salário maior."

Um destes "supra-sumo" é o caldeireiro Evandro Dissenha, funcionário da Brasman Manutenção Industrial, empresa que fabrica peças de reparos. Apesar de estar há 11 anos na área, ele não achou fácil conseguir o título. "Já começa na documentação. Eles contam experiência em carteira e tempo de estudo. Tem o teste teórico e o prático, que foram bem difíceis. Conta tudo: segurança, organização, qualidade, desperdício e você tem que ser perfeito. Se 'matar' uma peça – nossa gíria para quando estragamos uma peça – seu teste cai", relembra. Passada a parte difícil, ele conseguiu um aumento de 40% e o respeito dos colegas. "Impõe mais moral quando o pessoal olha o crachá."

No entanto, em 2011 ele vai ter que provar que trabalhou pelo menos por três anos com carteira assinada para manter a certificação sem ter que fazer outro teste. O diretor da Brasman, Edison Jamir, diz que a empresa também ganhou com a conquista de Evandro. "Mostra que tem responsabilidade e isso é uma exigência do mercado agora."

Serviço: Boehme Brasil Consulting – (41) 3253-2715 – www.boehme.com.br; Cequal – (41) 3271-7192.

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