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Desenvolvimento

PUC cria agência para atrair empresas

A Genband, líder mundial na produção de gateways (plataformas para interligação entre módulos de internet), e a Automa, empresa curitibana de automação industrial e modelagem computacional, logo vão ganhar a companhia de outras três empresas no prédio onde estão instaladas. Essas empresas, cujos nomes ainda são mantidos em sigilo, assinaram um termo de cooperação para a realização de pesquisa e desenvolvimento no parque tecnológico da PUC – o Tecnoparque PUC-PR, apelidado de "Puctec" –, no Prado Velho, em Curitiba. O parque está consumindo boa parte do investimento que a entidade começou a fazer no ano passado. Só este ano, são R$ 50 milhões em infraestrutura, equipamentos e informática. Até 2011, serão R$ 144 milhões.

As instalações compradas recentemente – que totalizam 12 mil metros quadrados – estão passando por reforma e em breve terão capacidade para abrigar as demais companhias (a primeira fase será concluída no fim do mês que vem). O Puctec se estende ainda para outras três áreas dentro da universidade, que totalizam 40 mil metros quadrados, e atualmente abrigam outras empresas das áreas de telecomunicações, tecnologia da informação (TI), logística, sistemas de gestão de varejo e automação industrial. "Elas fazem pesquisa e desenvolvimento de fato. Não é centro de atendimento ao consumidor", explica o diretor de novos negócios da Agência PUC, Paulo Maranhão Faria.

A agência foi criada para trabalhar com projetos de pesquisa em diversas áreas do conhecimento. Os projetos foram definidos conforme o trabalho "Rotas Estratégicas para o Futuro da Indústria Paranaense", desenvolvido pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) – um verdadeiro mapa de orientação para investimentos no estado, em áreas como biotecnologia, energia, microtecnologia e produtos de consumo.

O objetivo, diz o pró-reitor Robert Burnett, é usar a massa de doutores formados nas universidades – o Brasil forma 10 mil todos os anos – para desenvolver projetos que tenham impacto e melhoria na vida do cidadão comum. Burnett explica que esse é um desafio no Brasil, uma vez que o registro de patentes não conta pontos na Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – órgão do Ministério da Educação responsável pela pós-graduação no Brasil). "A Capes dá mais valor a um ‘paper’ científico do que a uma patente. Então nossa pesquisador é orientado a fazer ‘paper’, e não a conseguir patentes", avalia.

O grande cogumelo

No retorno às aulas, alunos e professores da PUC-PR terão oportunidade de usufruir de uma nova rede de internet sem fio. Chamada de "mesh", ela estará disponível, em breve, para boa parte da população de Curitiba. A mesh é semelhante ao wi-fi, mas com uma área de abrangência muito maior: enquanto o wi-fi é limitado a espaços menores, como shoppings e aeroportos, por exemplo, a mesh tem um raio de atuação de vários quilômetros. Nos Estados Unidos, há cidades inteiras atendidas pela rede.

No caso da PUC-PR, o "cogumelo de abrangência", como é chamada a área onde o serviço fica disponível, terá um raio de aproximadamente 5 quilômetros, diz o coordenador da área de Tecnologia de Informação da PUC-PR, Marco Schmeil. A cobertura vai do Hospital Cajuru até a Santa Casa, no centro de Curitiba, passando pelo bairro Prado Velho, onde está o câmpus da universidade – a Vila das Torres também terá acesso à tecnologia. (FL)

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