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Tecnologia

Qualcomm vira gigante com febre dos smartphones

Sede da Qualcomm nos Estados Unidos: empresa chegou a passar a Intel em valor de mercado | Mike Blake/Reuters
Sede da Qualcomm nos Estados Unidos: empresa chegou a passar a Intel em valor de mercado (Foto: Mike Blake/Reuters)

Durou pouco, apenas algumas horas, mas a norte-americana Qualcomm passou a Intel em valor de mercado na última semana. Foi a primeira vez que a fabricante de semicondutores conseguiu o feito. As ações da Qualcomm chegaram a US$ 61,99 na Bolsa de Nova York em 8 de novembro, colocando o valor de mercado da empresa em US$ 105,5 bilhões, contra US$ 104,5 bilhões da concorrente. As ações depois caíram a US$ 60,74, recolocando a empresa atrás da Intel.

A história de como a Qualcomm chegou lá está atrelada ao sucesso dos smartphones. Os chips da Intel estão em quatro de cada cinco computadores vendidos no mundo, mas a empresa vive o mesmo dilema da Microsoft e outras companhias que têm a maior fatia de seu faturamento baseado em PCs: o mercado ainda é gigante, mas o futuro é incerto. A estimativa é de que 2012 seja o primeiro ano de queda nas vendas de PCs no mundo.

A Qualcomm é fabricante de chips para celulares. O Snapdragon S4, seu top de linha, passou a ser referência de qualidade e velocidade e está presente nos principais smartphones das grandes fabricantes. Além disso, a empresa também vem ganhando dinheiro com a licença da tecnologia para conexão de alta velocidade em smartphones, como os equipamentos necessários para o uso da rede 4G.

No Brasil, a Qualcomm tem fechado uma série de contratos. Seus processadores vão equipar, por exemplo, os celulares da Positivo Informática, lançados no mês passado. CCE e Gradiente também têm contratos com a empresa americana, cujos executivos têm feito um esforço para estimular a fabricação de smartphones e tablets locais.

No começo do ano, a empresa anunciou a instalação de um centro de pesquisas para tablets e aplicativos no Brasil. O laboratório é o quarto da companhia no mundo, depois de EUA, China e Índia. O objetivo é transferir tecnologia para desenvolvedores, operadoras e fabricantes brasileiros. O Netflix, site de vídeo sob demanda, utilizou o centro de pesquisa da Qualcomm para melhorar a qualidade de seu aplicativo. Antes a empresa conseguia em média 7 frames por segundo na sua operação nos EUA, e após os testes conseguiu melhorar esse quadro para 30 frames por segundo.

Concorrência

Percebendo que a tendência dos dispositivos móveis é um caminho sem volta, a Intel começou a produzir chips para smartphones recentemente. A concorrência para a Qualcomm deve se acirrar. Mas a empresa tem motivos para estar otimista. A venda de smartphones continua a superar as expectatvias, e os usuários estão migrando em massa para celulares topo de linha. No primeiro semestre deste ano, foram 300 milhões de unidades vendidas, 45% mais que em igual período de 2011.

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