As inovações tecnológicas nos aparelhos de telefone celular como câmeras digitais e rádio têm contribuído para mudanças no perfil dos serviços de telecomunicações no país. É que cada vez mais, os telefones móveis ocupam o lugar dos fixos.
Essa mudança não é uma novidade para o consumidor, mas, pela primeira vez, consta de uma pesquisa. As informações estão no estudo O Setor de Tecnologia da Informação e Comunicação no Brasil, divulgado hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Embora a participação dos serviços de telecomunicaçõespor fio seja predominante na composição da receita do segmento, oestudomostra que entre 2003 e 2006 a participação caiu de 60,3% para 50,7%, enquanto a dos serviços sem fioavançou de 34,1% para 43,2%.
A oferta de produtosmais modernos, com várias funções, contribuiu para a mudança.Os ganhosda telefonia celular são decorrentes da oferta de produtos e serviços mais sofisticados em termos tecnológicos, com destaque para osaparelhos com câmeras, MP3 e acesso internet. Essas ferramentas acompanham a tendência de fornecer serviços diversificados em um único aparelho, um facilitador para os usuários, diz o documento da pesquisa.
O estudo destaca também que, desde 2003, oramo mais lucrativo das telecomunicaçõesfoi o de ligações de fixo para fixo, que lideram a composição da atividade. Nesse segemnto, as chamadas interurbanasforam as mais lucrativas, correspondendo a 43,4% da receita das empresas.
Por outro lado, houve uma mudança no serviço de telefonia. Muitos usuários deixaram de fazer ligações internacionaisa partir dotelefone fixo.Com isso, a participação desse serviço na receita das teles caiu de 8,9% para 5,1%, entre 2003 e 2006. No período, também chama atenção o aumento das chamadas feitas detelefones públicos.
De acordo com o pesquisador do IBGE Roberto Saldanha, aperda naschamadas internacionaispode decorrer da preferência dos usuários porserviços gratuitos de comunicação pela internet, como o Skype. Em relação s chamadas de orelhão, ele lembrou que um decreto do governo federal determina a ampliação do serviço.
Com o programa de universalização da telefonia, as empresas foram obrigadas a instalar telefone naqueles municípios pequenos regiões remotas, que não eram considerados o filé mignon da coisa, disse Saldanha.
No período estudado, os serviços de internet respondiam por uma pequena parcela da receita das teles (2%) e a participação dos serviços por satélite era de 1,5%.
Segundo o texto, o fornecimento de conexão para internet por telefonia fixa se destacava como um setor em expansão, com aumento dos ganhos de participação de 2,9% para 5,6%, nos quatro anos.
As atividadestelecomunicaçõesestão entreas mais importantes no setor de tecnologias da informação e comunicação, respondendo por 43,1% da receita líquida. Elas detêm alto valor agregado, devido complexidade da tecnologia empregada, que requer alta qualificação.
Ações de Moraes ganham proporção global: veja a linha do tempo dos embates
Reação do Itamaraty ao cerco contra Moraes escala tensão com EUA
Citando ordens de Moraes, Câmara dos EUA exige relatórios das big techs sobre censura
Censura e violência política fazem Brasil despencar 6 posições em ranking de democracia
Reforma tributária promete simplificar impostos, mas Congresso tem nós a desatar
Índia cresce mais que a China: será a nova locomotiva do mundo?
Lula quer resgatar velha Petrobras para tocar projetos de interesse do governo
O que esperar do futuro da Petrobras nas mãos da nova presidente; ouça o podcast