A empresa espanhola de telecomunicações Telefónica informou neste sábado (17) que retirou sua oferta de 7,15 bilhões (US$ 9,3 bilhões) pela participação da Portugal Telecom (PT) na joint venture Brasilcel, através da qual as duas controlam a operadora de telefonia móvel brasileira Vivo.
Em um relatório apresentado à Bolsa de Madri, a Telefónica afirmou que o acordo não deu certo após o conselho de administração da PT não conseguir chegar a uma decisão para aceitar a oferta na sexta-feira, data limite estabelecida pela empresa espanhola. "A oferta não foi aceita dentro do prazo e agora foi encerrada", disse a Telefónica no comunicado. A companhia também apresentou uma cópia de um fax que teria sido enviado pela PT na noite de sexta-feira, pedindo uma prorrogação da oferta até o dia 28 de julho.
Embora os acionistas da PT tenham aprovado a aceitação da oferta da Telefónica duas semanas atrás, o governo de Portugal usou um direito especial de voto e vetou a venda, citando "interesses nacionais". Mas o Tribunal de Justiça da União Europeia julgou que a ação do governo português de usar sua chamada "golden share" para bloquear o acordo foi ilegal. A Telefónica então prorrogou a oferta até o dia 16 de julho.
Neste sábado a Telefónica se recusou a comentar a possibilidade de tomar medidas jurídicas após o acordo não ter dado certo. Na sexta-feira o porta-voz do governo português Pedro Silva Pereira havia dito que "a posição do governo é conhecida e será mantida caso a oferta não seja modificada".
A Telefónica e a PT detém cada uma participação de 50% na Brasilcel, empresa que controla uma fatia de 60% da Vivo. A Telefónica considera o mercado brasileiro essencial para seu desenvolvimento.
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