Com a crescente popularidade do Tesouro Direto, quem ganhou mais foram as corretoras. Elas apostaram em taxas de custódia baixas (várias delas não cobram nada pela guarda dos títulos públicos adquiridos pelos seus clientes), para atrair clientes e ganhar em outras operações, como ações. Os grandes bancos comerciais sempre estiveram no fundo do ranking de taxas publicado pela Secretaria do Tesouro Nacional. Pelo menos até agora.
O capítulo mais recente dessa história ocorreu no mês passado, quando a corretora do Bradesco, segundo maior banco privado brasileiro, baixou suas taxas de custódia de 4% ao ano para 0,5% ao ano. O banco se junta agora ao Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, HSBC, Safra e Votorantim, cujas corretoras têm taxas iguais ou inferiores a 0,5%.
Receio
Segundo Wlademir Bidoy Mendonça, superintendente-executivo da Bradesco Corretora, o banco decidiu reduzir a taxa do Tesouro Direto para não perder clientes para outras corretoras. O banco ainda não fez nenhuma divulgação da novidade junto aos clientes. "Quando começou o Tesouro Direto, a gente adotou uma taxa elevada. Talvez tivesse até um pouco de receio de que os clientes deixassem os fundos para virem operar no Tesouro Direto. No decorrer do tempo, a gente percebeu que o cliente do Tesouro Direto é uma pessoa diferente, que tem um conhecimento mais profundo de renda fixa. O cliente que não é muito inteirado prefere operar nos fundos porque alguém vai tomar a decisão de investimento para ele, disse Mendonça.
A lista completa das taxas está disponível no site do Tesouro (www.tesouro.fazenda.gov.br).
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