
O Terminal Público de Álcool (TPA), inaugurado em outubro de 2007, ainda não voltou a funcionar. Ele precisa passar por uma segunda reforma para receber a licença ambiental expedida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que em julho determinou, entre outras coisas, a construção de uma mureta de contenção para evitar a dispersão do álcool em caso de vazamentos. A ordem foi dada depois que 15 casas da Vila Becker, vizinha ao local, foram alagadas pelo álcool que vazou durante um descarregamento de uma vagão da América Latina Logística (ALL) no dia 13 de julho deste ano.
O Terminal Público de Álcool ficou mais tempo parado do que em operação. Até agora, a obra de R$ 13 milhões rendeu cinco meses de movimentação de carga e um ano e meio de atividade zero. Antes de começar a operar, houve ainda uma reforma para corrigir erros do projeto original que teria custado outros R$ 7 milhões. A Justiça Federal também embargou o local durante sete meses porque o Ministério Público questionava a competência do IAP para emitir licenças em área portuária. A decisão foi revogada, mas o caso continua sendo discutido na Justiça.
Até hoje não há previsão de quando o terminal vai operar normalmente. O presidente do IAP, Victor Hugo Burko, alerta que só vai liberar o funcionamento parcial do terminal depois das reformas, devido aos riscos enfrentados pelas famílias da Vila Becker. "Não vou autorizar a operação dos dois tanques de armazenagem próximos às casas até as famílias serem removidas de lá", declara Burko.
Um projeto da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) em parceria com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) irá remover as famílias de lá, mas não há prazo definido para isso. Atualmente, não há álcool no terminal, que tem capacidade total de armazenamento de quase 40 milhões de litros do produto. (HC)



