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Ciência

Estímulo aos jovens pesquisadores

Com as mostras de trabalhos científicos e o apoio de professores orientadores, escolas paranaenses oferecem oportunidades para os alunos desenvolverem suas habilidades fora de sala de aula

Os alunos Otávio Gomes e Luiz Henrique Cadore  do Colégio Mater Dei, em Pato Branco (PR), com o projeto Transmissão de som através do raio laser, premiado em feira nacional que incentiva ideias inovadoras na educação básica. | Divulgação
Os alunos Otávio Gomes e Luiz Henrique Cadore do Colégio Mater Dei, em Pato Branco (PR), com o projeto Transmissão de som através do raio laser, premiado em feira nacional que incentiva ideias inovadoras na educação básica. (Foto: Divulgação)

A função da escola vai muito além da transmissão de conteúdos em sala de aula. Perceber as habilidades dos alunos no dia-a-dia e dar subsídios para que estas sejam desenvolvidas além da sala de aula pode trazer resultados positivos para o futuro dos jovens. "O incentivo aos projetos científicos possibilita que o aluno contextualize o conteúdo aprendido e desenvolva o espírito pesquisador desde cedo, ajudando também na escolha da carreira profissional", explica Vanessa Guerra Scesani, coordenadora pedagógica do Colégio Mater Dei, em Pato Branco, no sudoeste do Paraná, que atua no ensino infantil, fundamental e médio.

Com a intenção de participar de uma mostra de trabalhos científicos realizada anualmente na escola, os alunos do ensino médio Luiz Henrique Cadore, 17 anos, e Otávio Gomes, 16 anos, desenvolveram um projeto de transmissão de som por meio do raio laser. Para demonstrar que é possivel transmitir dados utilizando a luz os alunos montaram um experimento que tem um aparelho de MP3 conectado a um laser em uma caixa e, em outra, uma caixa de som equipada com captador de luz. Não há nada que ligue uma extremidade a outra, essas são separadas somente pelo ar. A música que sai do aparelho é transformada em uma onda eletromagnética – transmitida através da luz. Quando chega na outra ponta, a onda é decodificada e a caixa de som reproduz a música que saiu, segundos antes, do aparelho.

O trabalho recebeu o primeiro lugar na categoria Ciências Exatas e da Terra na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia da Escola Politécnica de São Paulo (Febrace 2009), da Universidade de São Paulo (USP), que tem como objetivo estimular a cultura investigativa, de inovação e empreendedorismo na educação básica brasileira. "Além de aprofundar os conhecimentos em física, aprendemos a desenvolver trabalhos com conteúdos científicos. Com certeza a experiência me fez pensar em seguir carreira nesta área", diz Otávio. "Com a ajuda de um orientador conseguimos pensar na solução de um problema a partir de algo que ainda não tinha sido pensando", afirma Luiz Henrique.

Ciências Humanas

Foi também com o apoio de um professor orientador que Rhayssam Poubel Arraes, 15 anos, aluno do ensino médio do Colégio Positivo, em Curitiba, desenvolveu o estudo Mídia televisiva: ‘mãe’ dos sete pecados capitais, que recebeu o primeiro lugar na categoria Ciências Humanas na Febrace 2009. O projeto teve início quando o estudante fez uma dissertação em sala de aula sobre televisão e jovens. "Resolvi me aprofundar no tema para participar de uma mostra do meu colégio, que contempla as soluções para resolver problemas sociais", explica Rhayssan. Ele notou entre os seus colegas um erotismo precoce e o culto exagerado à forma física. Ele observou também que a televisão é um canal bastante próximo dos jovens e, por isso, resolveu relacionar os temas.

No desenvolvimento do estudo, o aluno curitibano realizou pesquisas bibliográficas, aplicou questionários com os alunos da escola e teve a oportunidade de entrevistar profissionais da área de comunicação do estado. "O Brasil tem um grande déficit de pesquisadores. É papel da escola despertar o interesse dos alunos em inovação e criatividade, desde jovens", explica Celso Hartmann, coordenador da feira científica do Colégio Positivo.

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