Professores e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Paraná (APP-Sindicato) entregaram na manhã desta terça-feira (23) uma carta ao governador do estado. No documento, eles pedem a intervenção de Roberto Requião na proposta da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed) em mudar a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
"Nós queremos que o governo estenda o prazo da mudança do dia 2 para 30 de setembro para que nós possamos debater mais a proposta. Nós também queremos que seja mantida a modalidade semi-presencial da EJA. O governador prometeu analisar a carta e nos dar uma resposta depois", explica o presidente da APP-Sindicato, José Lemos.
Na EJA existem duas modalidades: a presencial e a semi-presencial. Na primeira, o estudante é obrigado a freqüentar todas as aulas, enquanto que na outra ele é obrigado a freqüentar 30% das aulas mas estuda também de forma independente. Os estudantes podem concluir a fase 2 (da 5ª à 8ª série do ensino fundamental) ou a fase 3 (ensino médio) em dois anos cada.
A Seed quer implantar apenas uma modalidade. Pelo novo modelo, o aluno se matricula por disciplina e freqüenta as aulas quando pode. Ele pode estudar no máximo quatro matérias ao mesmo tempo. Para o presidente da APP-Sindicato, as mudanças podem provocar a evasão de alunos e a migração para o ensino particular.
Leia o documento da APP-Sindicato na íntegra
Participe da enquete "Você concorda com as mudanças na Educação de Jovens e Adultos?"
Lula vai trabalhar crise dos deportados internamente sem afrontar Trump
Delação de Mauro Cid coloca Michelle e Eduardo Bolsonaro na mira de Alexandre de Moraes
Crise do Pix, alta de alimentos e Pé-de-Meia mostram que desconfiança supera marketing de Lula
Tiro no “Pé-de-Meia”: programa pode levar ao impeachment de Lula; ouça o podcast