O ex-coach e candidato derrotado às eleições da capital paulista, Pablo Marçal (PRTB), sinalizou neste domingo (6) que pode disputar a próxima eleição de 2026, mas sem apontar se será o governo do estado ou a presidência da República.
Marçal ficou em terceiro lugar na disputa com 28,14% dos votos, sendo derrotado pelo atual prefeito Ricardo Nunes (MDB), que disputa a reeleição, com 29,48% dos votos, e por Guilherme Boulos (Psol), que obteve 29,07%.
Apesar disso, Marçal avaliou o resultado como positivo, destacando que sua campanha não contou com tempo de propaganda eleitoral ou recursos públicos. “Eu prometo ser combativo na política brasileira nos próximos 12 anos”, disse.
Durante a entrevista coletiva à noite, Pablo Marçal afirmou que não disputará mais cargos legislativos ou a prefeitura de São Paulo, e focará em “dois caminhos: o governo do estado ou a Presidência do Brasil”. Apesar de que o Palácio do Planalto, neste momento, “ninguém toma a eleição presidencial de Lula”.
Mas, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamando-o de “senil” e prevendo que pode ter o mesmo destino de Joe Biden nos Estados Unidos. O atual presidente democrata desistiu de concorrer à reeleição na disputa com o republicano Donald Trump após o péssimo desempenho que teve durante o primeiro debate, que o levou a aceitar o conselho de assessores e ser substituído por Kamala Harris.
Embora tenha parabenizado Nunes e Boulos pelo resultado, Marçal foi enfático ao dizer que não tentou contato com o candidato do PSOL. “O Boulos, para mim, é um marginal”, disparou.
Em relação a um eventual apoio a Nunes no segundo turno, o ex-coach condicionou isso à incorporação de algumas de suas propostas, como a criação de escolas olímpicas e a inclusão de educação financeira no currículo escolar.
Marçal também comentou sobre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), a quem chamou de “Lázaro”, por ressuscitar politicamente o prefeito. Quando questionado sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que o criticou por divulgar um falso laudo médico sobre Boulos, Marçal afirmou que nunca foi aliado do ex-presidente.
“Bolsonaro nunca me ajudou”, disse.
Apesar das críticas envolvendo a divulgação do documento falso que associava Boulos ao uso de cocaína, Marçal evitou admitir que cometeu um erro. Ele disse que vai “meditar” sobre a campanha antes de falar mais sobre o assunto. “Eu, Pablo Marçal, jamais postaria sabendo que é um laudo falso”, defendeu-se.
Já Leonardo Avalanche, presidente do PRTB, avaliou que a divulgação do laudo afastou eleitores indecisos e prejudicou a campanha de Marçal. Segundo Avalanche, “quem o orientou a fazer isso cometeu um grande erro”.
Avalanche ainda afirmou que Marçal “se tornou o novo expoente da política brasileira” e que o partido fará de tudo para lançá-lo à presidência da República.
Mesmo com o revés em São Paulo, Marçal celebrou o desempenho de candidatos que apoiou em Goiânia e Curitiba, afirmando que ajudou esses políticos a chegarem ao segundo turno. O influenciador anunciou que viajará pelo país para apoiar candidatos que concorrem contra petistas e comunistas no segundo turno das eleições municipais.
Ele ainda agradeceu o apoio financeiro que recebeu de doadores, afirmando que arrecadou R$ 7 milhões durante a campanha, com grande parte das doações vindas de fora de São Paulo.
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