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O Palmeiras sacudiu o mercado brasileiro ontem, ao gastar R$ 19 milhões no meia Dudu. Um investimento impensável para Coritiba, Atlético e Paraná. Bem mais modesto, o trio de ferro aposta na criatividade (leia-se soluções boas e baratas) para buscar o que falta para o início da temporada

A "simples" missão de substituir Alex

A aposentadoria de Alex deixou um vazio no Coritiba. Alex era o líder do elenco, o armador dentro de campo e a peça talentosa e experiente capaz de decidir qualquer partida.

"Essa função específica – meia-armador, de qualidade, a que estávamos acostumados – está difícil de encontrar", admitiu o técnico Marquinhos Santos. "Estamos procurando contratações que agreguem à nossa filosofia tática. Estamos tratando de alguns nomes", prosseguiu.

O Coritiba está fragmentando esse reposição. Os experientes volantes Hélder e Rosinei renovaram. O clube conversa com João Paulo, de contrato rescindido com o Atlético, e terá hoje uma resposta do paraguaio Cáceres, dois volantes de armação. Pedro Ken voltou ao clube como meia e o Rodolfo, emprestado pelo Flamengo, joga no setor, embora recuse qualquer comparação.

Com o meio resolvido, o ataque passará a ser prioridade. O clube perdeu Joel, Zé Love e Julio César. Trouxe Negueba e Giva, mas ainda quer um homem-gol. Wellington Paulista e Borges foram oferecidos, mas só virão se couberem no orçamento enxuto do clube.

Atlético precisa repor a saída das suas flechas

O Atlético não confirmou oficialmente a contratação de nenhum jogador para a temporada 2015. Pior. Diante da perda de dois de seus principais jogadores (Marcelo e Douglas Coutinho foram vendidos ao fundo de investimentos maltês Doyen Group), a reposição precisa acontecer à altura.

Nas últimas temporadas, em especial em 2013, o clube se notabilizou justamente por ser um time ágil e rápido. Há dois anos, o Furacão foi finalista da Copa do Brasil, terceiro colocado do Brasileirão e Marcelo terminou o campeonato eleito a revelação do ano. Os adversários passaram a conhecer o clube justamente por essa característica.

Cléo e Dellatorre, os remanescentes, não têm as mesmas características. O mesmo vale para Edigar Júnio, que volta de empréstimo ao Joinville. Dos poucos nomes especulados, o meia-atacante Nikão, do Atlético-MG, tem um estilo próximo ao de Marcelo e Coutinho.

Mesmo em outros setores o Atlético ficou meio veloz. O lateral-direito Sueliton não teve seu contrato liberado. O substituto deve ser Daniel Borges, ex-Ponte Preta, ainda não anunciado pelo clube.

A armação também deve receber atenção especial. Marcos Guilherme e Nathan jogam com o Sul-Americano sub-20 até meados de fevereiro. Felipe volta de empréstimo ao Figueirense, mas ainda não é o meia experiente que Claudinei Oliveira já admitiu precisar no ano passado.

A promessa do presidente Mario Celso Petraglia é investir pesado no futebol este ano. Compromisso assumido perante conselheiros e em entrevista ao Premiere FC, ainda ano passado. Terá de cumprir em meio ao início do pagamento do financiamento da Arena da Baixada, que acabou sugando os recursos do clube nos últimos anos.

Dois fatores, porém, pesam a favor do Atlético. O primeiro é jogar, novamente, o Estadual com o sub-23, o que aumenta o tempo de montagem do time principal. O segundo é a manutenção da base de 2014, com a extensão do contrato de alguns jogadores da espinha dorsal.

Na Vila, ainda falta o xerifão e e o homem-gol

Um zagueiro e um atacante são as prioridades da diretoria do Paraná para completar o elenco visando à disputa do Campeonato Paranaense. Resultado da saída recente de dois destaques na última Série B: o zagueiro Alisson para o Botafogo e o atacante Adaílton, que acertou com o Jubilo Iwata, do Japão.

Até agora o clube já contratou sete jogadores. Estão nessa lista os laterais Arílton, Adriano e Bruninho, o volante Marcos Paulo e os atacantes Rossi, Paulo Henrique e Rodrigo Tosi.

Nomes com peso bem inferior a dois "reforços" de dentro do próprio elenco. Na quarta-feira, o clube renovou com o capitão Lúcio Flávio. Ontem, assegurou a permanência do volante Ricardo Conceição. Ambos aceitaram reduzir salário, dentro da realidade financeira atual do clube.

Exatamente a questão salarial determinará o futuro de Giancarlo e Rubinho. O atacante procura um novo clube e o meia, que estava no Luverdense por empréstimo, só fica se um parceiro ajudar a bancar salário.

Lúcio Flávio, Conceição, o goleiro Marcos e o zagueiro Cleiton devem formar a base experiente do novo time paranista. Para completar a equipe, os novos contratados e remanescentes como o zagueiro Alef e o atacante Carlinhos.

"Estamos tentando montar um time não com jogadores conhecidos, mas com qualidade", diz o gerente de futebol Marcus Vinícius, confiante em ter um elenco capaz de encerrar o jejum de nove anos sem título estadual. "Qualquer campeonato que o Paraná entra tem que pensar em título. Pela camisa, tradição, o que representa no estado e no Brasil", afirma.

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