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Brasileiro

Ari, 31 anos de Vila, faz apelo por classificação

O momento mais marcante da confraternização realizada pelo Paraná na quarta-feira foi quando o olheiro e coordenador das categorias de base do clube, Ari Marques, pediu para falar com os jogadores.

Acompanhados das famílias, eles ouviram um depoimento emocionante de quem conhece bem o Tricolor. Por 16 anos, nas décadas de 70 e 80, o hoje garimpador de novos talentos defendeu o Colorado. Há 31 anos sua rotina se mescla com a da Vila Capanema (também foi técnico das categorias de base, time B e profissional).

O ponto alto da conversa informal, inspirada pelo espírito de jogador de futebol que ele nunca abandonou, surgiu em um misto de revelação e alerta.

"Disse o que eu estava sentindo, que daria tudo para estar no lugar deles por um minuto que fosse", falou. "O atleta muitas vezes só dá valor para as oportunidades que aparecem depois que elas já passaram. Tentei mostrar como essa chance é importante para eles e para todos que vivem este clube", complementou.

Usando fatos reais, contando histórias vividas na carreira, como a vitória por 4 a 0 sobre o Flamengo, em 1981, Ari parece ter conseguido atingir o objetivo.

"Serviu para pararmos para pensar na importância do jogo, para nos concentrarmos nisso", afirmou o atacante Leonardo, que destacou a possibilidade de impulsionar a carreira, ser reconhecido no clube e ainda ajudar o Tricolor a ganhar moral nacionalmente. "O clube ainda é visto como time pequeno por muita gente", finalizou.

A espontaneidade com que Ari Marques assumiu a palavra no encontro – uma festa de fim de ano que vem sendo realizada há três temporadas e que teve de ser antecipada para evitar seu esvaziamento com o fim do campeonato – contagiou o grupo e arrancou elogios principalmente da direção.

A sinceridade de Ari Marques tocou o elenco. Como confirmaram o zagueiro Edmilson e o lateral-direito Peter logo após o treinamento de ontem na Vila Capanema. "Foi muito gostoso ouvir um jogador que teve sua importância no clube relembrar bons momentos", atestou o defensor, mostrando em seguida a esperança de saber direcionar a carreira e poder um dia contar histórias como as que ouviu.

Já o camisa 2 exaltou a intensidade do discurso do coordenador das categorias de base. "O Ari é muito respeitado, tem personalidade forte e sabe da dificuldade desse duelo com o São Paulo. Mexeu muito com a gente", atestou.

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