Era como se existissem dois "Ariel Nahuelpan" em campo ontem, na vitória do Coritiba por 5 a 2 sobre o Engenheiro Beltrão, em Paranavaí terceiro triunfo consecutivo que coloca o time de Ney Franco na liderança isolada do Estadual, com 9 pontos.O gringo viveu seu lado B durante o primeiro tempo. Cometeu um pênalti desnecessário, que resultou no gol de empate de Safira, destruindo a vantagem construída pelo prata da casa Marcos Paulo, um dos principais destaques do confronto. Dispersivo, errou passes. E, pior, deixou de tocar a bola nos momentos em que os companheiros estavam em melhores condições. "Conversamos no vestiário. Chamei a atenção do time inteiro para esse detalhe", explicou Franco.
O "puxão de orelha" acordou o argentino, xodó dos coxas-brancas por causa da raça demonstrada nas partidas. Fez jogadas que não está acostumado. No terceiro e quinto gols, por exemplo, deixou a área, servindo de garçom para Enrico e Rafinha, respectivamente. Usou também a cabeçada, arma antiga de seu repertório, para vencer Gean Jéci completou a artilharia alviverde, com Alisson diminuindo para o Aereb.
"Cometi alguns erros no primeiro tempo, sou consciente disso. Tenho que melhorar", autoavaliou-se, no momento em que deixava o gramado do Waldemiro Wagner, o lar postiço do Beltrão enquanto durar a interdição do João Cavalcante de Menezes. "Agora vamos jogar em casa (Cianorte, quarta-feira, às 19h30, na Vila Capanema). Precisamos conquistar mais três pontos, que serão de muita importância para o time", emendou ele, pensando nas vantagens que o líder da primeira fase leva para o octogonal decisivo (dois pontos e o mando de campo em todas as rodadas).
A boa fase de Ariel, porém, deixa a diretoria do Coritiba de sobreaviso. De acordo com a CBF, o contrato atual do jogador termina no dia 30 de junho, o que já despertou a atenção de outros clubes, especialmente do Fluminense.
A cúpula do Alto da Glória, ciente do risco, abriu negociação para a prorrogação do vínculo. Está justamente aí o ruído. Para Gustavo Nadalin, responsável pelo departamento jurídico coxa, a renovação é automática, baseada no acordo assinado no momento da chegada de Ariel, em 2008. "São cinco anos de contrato. Aparece dois na CBF por causa do visto de trabalho pela legislação, o primeiro visto fornecido é por esse período apenas. Renovando, o novo acordo será registrado", explicou, descartando os boatos de que as duas partes estariam "conversando" extrajudicialmente sobre o caso. "Isso não procede". "Não teremos problema", completa o ex-jogador Dreyer, que diz "orientar a carreira" do compatriota. Entendimento diferente tem o vice-presidente Vilson Ribeiro de Andrade. "O Ariel tem contrato até junho, depois a opção é do Coritiba. Riscos corremos sempre, não só com o Ariel, mas com qualquer atleta. Mas confiamos nele. É um rapaz de grande caráter", afirmou.
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