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Manifestantes deitaram de mãos dadas no calçadão por cerca de meia hora | LUISA DE PAOLA/ AFP PHOTO
Manifestantes deitaram de mãos dadas no calçadão por cerca de meia hora| Foto: LUISA DE PAOLA/ AFP PHOTO

Enquanto as "patroas" corriam atrás das últimas ofertas de ovos de Páscoa, a rapaziada tinha coisa mais importante para fazer. Era sábado, Capão Raso e Iguaçu se enfrentavam no Estádio José de Oliveira Sobrinho e a Suburbana não podia parar nem em feriado santo. O motivo? Vai ser fácil entender após o relato da emocionante vitória dos donos da casa por 2 a 1.

A começar pela oportunidade de fazer uma sauna grátis. Estrategicamente posicionada em um corredor sem ventilação, bem no meio do caminho, uma churrasqueira sapecava filés e lingüiças produzindo duas grossas colunas de fumaça, uma seguindo à esquerda, outra à direita, que defumavam a sede esportiva. E a moçada ali, na boa, degustando uma cervejinha, ansiosa pela entrada em campo dos "primeiros quadros".

Quando a bola rolou, outro motivo que faz do campeonato amador uma atração imperdível. Na beira do gramado, é possível constatar que futebol e luta livre tem mais semelhanças do que se pode imaginar. Buscando fugir do rebolo na tabela, o Esquadrão de Aço e o Galo Carijó faziam uma partida no melhor estilo "bem pegado".

Com destaque para o duelo que movimentou o jogo. Trajando alvinegro, Betinho, o cabeludo manhento, baixinho, camisa nove; de tricolor, Maciel, barba por fazer, zagueirão que arrepia, jaqueta três. Pena (para a turma de Santa Felicidade, claro) que, quando Betinho começou a balançar os cachos, Liferson já tinha feito 1 a 0, em pênalti duvidoso logo aos quatro minutos.

Marcação polêmica da arbitragem que deu origem a terceira razão para acompanhar a Suburbana. Indignado, Índio, membro da comissão técnica do Iguaçu, foi reclamar no intervalo com o bandeira Nilton Martins. Resultado: um arranca-rabo que, ainda bem, não teve desdobramentos mais sérios. Por pouco, pois a galera da área tomou as dores do auxiliar e a chapa quase esquentou para o forasteiro.

Ânimos serenados, a pelota rolou para a segunda etapa e o Iguaçu continuou mais presente no ataque. Porém, Laurinho, ex-Coritiba, fez 2 a 0 aos 12 minutos, livre debaixo da trave após cruzamento de Dirceu pela direita. Enquanto isso, Maciel e Betinho seguiam no têt-à-tête. Melhor para o arisco atacante, que após levar duas "chegadas", desfalcou a equipe adversária graças aos dois cartões amarelos recebidos pelo defensor. Pouco antes, o cabeludo já tinha dado passe esperto para Zinha bater forte e diminuir para 2 a 1.

Mas a pressão da torcida, e um time experiente, fizeram o Capão Raso segurar o placar mesmo perdendo outro jogador, com a expulsão de Paulo Sérgio aos 40. No fim, para manter a tradição, sobrou para a arbitragem. "Tivemos mais volume, mas o juiz atrapalhou", disse Haroldo José, técnico do Iguaçu. "Foi um jogo truncado, culpa do árbitro fraco", comentou Juarez Mocellin, treinador vitorioso.

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