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Outro dia perguntei retoricamente – que faz o Felipão à beira do campo? E respondi: 99,99% transpiração, 99% reclamação, 99,99% vaidade&aflição de espírito, 0,01% instrução não ouvida e/ou entendida.

Hoje tentarei ir mais longe, ser menos sumário. Nesse sentido usarei como contraste a discreta figura do treinador francês, Domenech. Ok? Então aperte o cinto, apague a luz, coloque a poltrona na posição vertical – e vamos nós! Boa viagem.

Domenech vê o jogo, Felipão vê seu time; Domenech analisa o jogo, Felipão torce; Domenech dá instruções, Felipão suplica; Domenech, repito, é discreto, Felipão é exibicionista; Domenech não apita o jogo, Felipão azucrina bandeira, árbitro, mesa; Domenech é educado, Felipão é mal criado; Domenech é civilizado, Felipão é bárbaro; Domenech é cultivado, Felipão é rústico; Domenech sabe ganhar e perder, Felipão não sabe uma coisa nem outra; Domenech encarna o "fair-play", Felipão o "unfair-play"; Domenech é frio, Felipão é fervido; Domenech é light, Felipão é tipo banha; Domenech é low profile, Felipão é cheguei; Domenech é acústico, Felipão é elétrico; Domenech é câmera, Felipão é furiosa; Domenech é cordas, Felipão metais em brasa; Domenech fala, Felipão berra; Domenech convence, Felipão cobra; Domenech é bola ou búrica? Felipão bola ou braço? E assim ao infinito.

– Imaginou o "jeito Felipão de ser" virar moda, cult? Voltaríamos de quatro pro paleolítico! Desse vero perigo, dessa monumental regressão, os franceses nos livraram, não? Pelo menos é o que penso, quero, desejo, sonho, rezo, torço. Vida eterna aos franceses, à França. Aleluia!

Mercenário, meu herói

Patrocinada pela "elite" brasileira, a acusação de mercenários jogada na cara dos craques não esconde as imortais inveja, ciúme, despeito, ressentimento – maus hálitos da alma.

Além de asnática ela é curiosa: os acusadores são profissionais. Ou trabalham de graça, por amor à arte, à pátria? Deus nos livre do "amador" que não deu certo transmutado no belo tipo "desinteressado", "altruísta". Que condena a riqueza (alheia), símbolo do sucesso (invejado pelos falhados, anônimos, decaídos).

Admiro o mercenário, profissional de alta classe, de ponta, que ama o que faz, que vive do que faz, que vive para o que faz, que perde prestígio&grana quando tarda, falha: por isso não dá mole.

O laço do mercenário é mais leal à causa que o caso, a coisa. O mercenário vive da vitória, do sucesso, persegue-as mais tenazmente. O "amador" pode se dar ao luxo do fracasso, exceto o Amador Aguiar...

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