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O futebol paranaense teve lampejos de desenvolvimento com a ascensão do trio da capital, destacando-se o Atlético com três participações na Libertadores nos últimos 10 anos, além do título brasileiro e os vices do Nacional e da Libertadores.

O Coritiba voltou à Libertadores, mas comprometeu a sua trajetória com a queda para a Segunda Divisão e tenta melhorar de rendimento na volta à principal vitrine, enquanto o Paraná também chegou à Libertadores, mas retrocedeu ao emplacar repeteco na Segundona nacional.

Diante dos fatos, que comprovam o predomínio do futebol paulista – cinco títulos brasileiros nos seis campeonatos disputados pela fórmula de pontos corridos –, o enfraquecimento do futebol carioca e os altos e baixos de mineiros e gaúchos, o futebol paranaense perdeu espaço e está com futuro incerto para a próxima temporada.

Os nossos clubes disputam mercado restrito – região metropolitana e Sul do estado –, dividindo o bolo entre os três, com larga vantagem para a dupla Atletiba. Entretanto, se não forem revelados novos valores nas divisões de base e não melhorar o nível de contratações de reforços, dificilmente eles conseguirão algum destaque no ano que se aproxima.

Já passou da hora de repensar o Campeonato Paranaense – outra vez mal planejado e com tabela de jogos horrorosa – que deveria servir como parâmetro para os vôos nacionais e internacionais.

Temo por novos insucessos de nossas equipes, que se mostram muito tímidas na busca de reforços, apesar das promessas formuladas pelos dirigentes.

EFABULATIVO: Com a passagem dos 40 anos do AI-5, muitas foram as manifestações a respeito dessa dolorosa página escrita na história do Brasil. Foi o momento mais critico do regime militar, quando se restringiram as liberdades civis e a censura funcionou de forma absoluta em todos os setores.

Até texto de publicidade para o rádio ou televisão tinha de passar pelo crivo da Polícia Federal.

Mas não faltou bom humor para lembrar os acontecimentos de 1968 como, por exemplo, a prisão do famoso jornalista Paulo Francis. Ao sair da cadeia de um dos quartéis do Exército, no Rio de Janeiro, Francis foi recebido por Ruy Castro que lhe perguntou:

– Foi torturado?

– Barbaramente. O carcereiro escutava Wanderléia pelo radinho de pilha o dia inteiro.

Na mesma época, o ex-governador da Guanabara, Carlos Lacerda, resolveu fazer greve de fome na prisão. Magro, adoecido e sem forças nem mesmo para falar, Lacerda recebeu a visita de um primo que pediu para que ele voltasse a se alimentar porque não valia a pena tanto sacrifício. E argumentou: "Carlos, está um dia maravilhoso lá fora, a praia está cheia, amanhã tem Fla-Flu com o Maracanã lotado, os jornais estão censurados e ninguém sabe que você está em greve de fome. Deixa de fazer Shakespeare na terra de Dercy Gonçalves...!"

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Tiago Recchia

A coluna está de férias e retorna no dia 13/1.

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