Palco de partidas memoráveis, inclusive pela Copa do Mundo de 1950, o Estádio Durival Britto e Silva encerra muita história através dos tempos. Depois de longo período de inatividade, o Paraná vai ressurgindo, com possibilidades de empolgar a torcida, vencendo o cambaleante Palmeiras, pela Copa do Brasil.
Não poderia existir melhor momento para o técnico Ricardinho mostrar serviço diante de um dos seus mais respeitados professores: Felipão. Companheiros na vitoriosa campanha da seleção brasileira no Mundial de 2002, Ricardinho e Felipão entraram para a galeria dos imortais do futebol, mas continuam na labuta.
O palmeirense comendo o pão que o diabo amassou. Pois por mais que trabalhe com seriedade e tente dar padrão de jogo ao time, os jogadores, tecnicamente limitados, não respondem em campo. Também pudera. Até hoje tem dirigente e torcedor do Palmeiras que consideram o chileno Valdívia craque.
Como o Paraná não tem nada com a instabilidade do adversário, precisa aproveitar o alto astral da Vila cheia e iluminada para consignar um resultado suficientemente robusto na busca da classificação.
Embalo coxa
Até agora muitos torcedores ainda não conseguiram concluir com certeza se foi Juan Carrasco que destruiu o Atlético ou se foi o Coritiba que demoliu o Atlético. Para mim foram as duas coisas: o técnico desmontou o Furacão com sua infeliz escalação e não teve recursos para mudar o panorama, pelo equívoco na escolha dos jogadores reservas. O Coxa, porém, soube aproveitar o desequilíbrio do adversário e mostrou serviço de primeira, sobretudo nas conclusões.
A defesa bateu cabeça, tanto que mesmo com um jogador a menos, o Atlético ameaçou a meta do goleiro Vanderlei, mas do meio para frente o time foi soberano e construiu sólido triunfo.
Amanhã, frente ao Paysandu, o técnico Marcelo Oliveira certamente vai procurar tirar proveito do embalo e da confiança resgata pelos jogadores na empolgante vitória que resultou na conquista do título do returno. Só que o Paysandu virá, provavelmente, melhor organizado do que o adversário de domingo.
Alvo errado
A meu ver, a diretoria do Atlético dirigiu as suas baterias para o alvo errado: o árbitro do clássico.
É verdade que o bandeirinha falhou ao não assinalar o impedimento de Lincoln no segundo gol do Coritiba, mas como esse tipo de lance é exclusivo do auxiliar, não se pode depositar na conta do árbitro a derrota. Ele não tem culpa se o técnico Juan Carrasco deixou a defesa vulnerável com a escalação de apenas um volante, se os alas Gabriel e Heracles não jogaram nada, se Marcinho escondeu-se em campo enquanto Harrison nem figurava no banco de reservas e se Guerrón foi irresponsável ao agredir o adversário sem bola.
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