São Paulo – Quem aceita o desafio de tentar classificar o Brasil aos Jogos de Pequim, em 2008, no Pré-Olímpico Mundial? O torneio será de 7 a 13 de julho do ano que vem, um mês antes da Olimpíada, e 12 seleções (incluindo quatro dificílimos times europeus) vão brigar pelas últimas três vagas. Após o fracasso do Pré-Olímpico de Las Vegas, a crise da seleção e a saída do técnico Lula Ferreira, resta saber quem será escolhido para reencontrar o caminho da vaga olímpica.

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O técnico Hélio Rubens Garcia garantiu que não aceitaria de jeito nenhum. Marcel Pornickwar de Souza e Miguel Ângelo da Luz aceitariam o convite. E José Neto, das seleções de base, não pensa em promoção para a equipe adulta.

O presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Gerasime Grego Bozikis, volta da Espanha esta semana (foi ao Pré-Olímpico Europeu) e deve fazer a divulgação do novo treinador.

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Hélio Rubens, técnico de Franca, dirigiu a seleção entre 1989 e 1991 e 1998 e 2002, mas garantiu que não pretende voltar, pelo menos enquanto a atual administração, com Grego, estiver no comando da CBB. Hélio acredita que a crise da seleção está relacionada com a má gestão do esporte.

"Hoje vejo pessoas sugerindo um técnico estrangeiro. Mas sei que nunca houve uma preocupação em formar técnicos brasileiros. Perguntam quem poderia ser o técnico e digo que não tenho opinião formada porque não conheço o trabalho de ninguém e eles não conhecem o meu."

Hélio observou que a vizinha Argentina, campeã olímpica (2004) e vice-campeã mundial (2002), deveria ser referência. "A Argentina faz clínicas com técnicos da Europa e da NBA. E tem um campeonato interno em que a TV paga US$ 300 mil por ano para cada clube. Aqui, os clubes receberam R$ 10 mil, depois de muito reclamar."

Marcel discordou. Entende que o problema da seleção está na quadra e que um técnico adequado pode classificar o Brasil no Pré-Olímpico Mundial. Marcel, que trabalha como médico de família, já se candidatou a comandar a seleção quando Hélio Rubens estava no cargo. "Eu gostaria de treinar a seleção, mas é um sonho", afirmou. "Os nossos jogadores não estão sendo treinados no nível que precisam ser treinados. Com tempo hábil, a seleção treina e se classifica, ainda mais se o Pré-Olímpico for no Brasil."

Outro que não esconde o desejo de comandar a seleção é Miguel Ângelo da Luz, que dirigiu a equipe feminina, com Paula e Hortência, entre 1992 e 1996 – o time foi campeão mundial (1994) e vice olímpico (1996). "Se o convite viesse, ficaria honrado. Tentar classificar o Brasil é um desafio que fascina."

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José Neto é remanescente da comissão técnica de Lula Ferreira, que saiu após não classificar o Brasil no Pré-Olímpico de Las Vegas. Neto não foi ao Pré-Olímpico porque dirigiu a seleção sub-19 no Mundial da Sérvia (foi 4.º, melhor posição de todos os tempos). Comandará a seleção cadete no Sul-Americano da Argentina, em outubro. Não pensa em assumir a seleção adulta. "Respeito o Lula como profissional e pessoa."