Às vésperas das quartas de final, o técnico Maradona volta a ter dúvidas sobre a melhor formação da Argentina. Caso mude a equipe, terá a quinta escalação em cinco jogos nesta Copa do Mundo. O treinador analisa a possibilidade de armar seu time mais defensivo do que o das oitavas, contra o México. Entende que a Alemanha é um adversário com mais força.
A presença de três atacantes é quase certa é remota a chance de voltar ao 4-4-2, usado contra os alemães em amistoso antes do Mundial. Mas Maradona pensa em trocar Di María, mais ofensivo, por Gutiérrez, mais marcador, no meio de campo.
A substituição ganhou força nos últimos dias entre a comissão técnica argentina porque Di María não tem jogado bem no Mundial. A Argentina tem o ataque mais positivo, com dez gols. Porém a defesa é uma das principais preocupações do treinador.
Maradona não está convencido, por exemplo, do rendimento do zagueiro Demichelis, que falhou em gol da Coreia do Sul. Por isso há a possibilidade de troca, especialmente se Samuel, que se recupera de contusão, estiver apto para ser escalado.
Ontem, todos os argentinos treinaram normalmente, o que significa que Verón está bem fisicamente. Ele apresentava dores musculares. Teoricamente, o meia seria uma solução para outro ponto que desagrada a Maradona em seu time: a falta de posse de bola. Até tirou Tevez durante o jogo com os mexicanos por esse motivo.
Mas o meia do Estudiantes não deve voltar ao time. Por ser mais velho, 35 anos, ele não tem o mesmo poder de marcação dos outros, na visão da comissão técnica. Para ele jogar, o meio teria de ser reforçado. Ou seja, o time teria de voltar ao 4-4-2.
O treino de hoje deve evidenciar mais a equipe a ser escolhida. Os próprios jogadores desconhecem a escalação. "Não sei se nas quartas o treinador vai mudar o time", disse o meia reserva Pastore.
Na verdade, diante da imprevisibilidade de Maradona, qualquer prognóstico sobre escalação antes dos treinos, e até anterior à entrada do time em campo, pode ser derrubado pelo treinador.
Apego
A Argentina pretende permanecer concentrada em Pretória, onde se hospeda em uma universidade isolada, até o final da Copa. Caso ganhe da Alemanha nas quartas de final, na Cidade do Cabo, o técnico Maradona quer que o time retorne a Pretória. Assim, não iria para Durban, local de disputa de uma das semifinais do torneio.