Os cerca de 50 operários da Arena da Baixada que bloquearam a Avenida Getúlio Vargas em protesto por causa de salários atrasados voltaram ao trabalho após 2h30 de manifestação na manhã desta quinta-feira (10). Representantes da CAP/SA - empresa criada pelo Atlético para gerenciar a obra - receberam uma comitiva de funcionários e a empresa se comprometeu a quitar os pagamentos até o fim do dia. Os funcionários dizem que vão retomar a paralisação caso o compromisso não seja cumprido.
O grupo bloqueou totalmente o trânsito na Avenida Getúlio Vargas, próximo ao estádio, por cerca de duas horas na manhã desta quinta-feira (10). Das 7 às 9 horas, o fluxo ficou completamente restrito e a partir desse horário passou a fluir em uma pista. O tráfego ficou bastante complicado na região até que ocorreu a liberação total, pouco antes das 9h30.
O grupo reclamava da falta de pagamento em uma manifestação na altura da Rua Buenos Aires. No horário em que a avenida foi liberada parcialmente, um comitê de representação dos trabalhadores entrou na Arena da Baixada para conversar com representantes da CAP/SA na tentativa de chegar a um acordo.
Durante três dias, operários que trabalham no local que será palco dos jogos da Copa do Mundo em Curitiba trabalharam em ritmo reduzido. Na noite desta quarta-feira (9), os trabalhadores decidiram fazer uma manifestação maior para forçar a CAP/SA, gestora da obra, a pagar os salários atrasados. A empresa alega que um problema no repasse de recursos pela Paraná Fomento, órgão que financia a obra, causou o atraso.
Nesta manhã, o diretor construtor do Atlético, Luiz Volpato, engenheiro responsável pela obra, informou que um repasse de R$ 4,5 milhões foi feito pela Fomento Paraná ainda na quarta. O dinheiro, segundo ele, já foi repassado às empreiteiras, que devem pagar os funcionários imediatamente. "Hoje também vamos receber o restante do dinheiro, cerca de R$ 1,5 milhão, que é o que falta repassar às empreiteiras para quitar o atraso", disse Volpato.
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