O sistema defensivo sempre foi o principal alvo de críticas desta geração de santistas comandada pelos jovens Neymar, de 19 anos, e Ganso, 21. Os gols sofridos só não eram problemas maiores graças ao poderio ofensivo da equipe, mas incomodavam. Hoje, porém, contra o Cerro Porteño, em Assunção, no jogo de volta das semifinais da Libertadores, os protagonistas mudaram de posição a partida começa às 21h50 (de Brasília).
Com a vantagem do empate conquistada com o 1 a 0 há uma semana no Pacaembu, o Santos só depende de uma atuação invicta de sua retaguarda para chegar à final da competição continental. Essa mutação no alarmado e ofensivo DNA santista é obra do técnico Muricy Ramalho, no clube há 15 jogos dez deles sem tomar gols.
Antes de Muricy, a média de gols sofridos era de 1,19 por jogo, sob a direção de Adilson Batista e Marcelo Martelotte. Agora, em seu comando, a defesa é vazada apenas 0,4 vezes por partida. No Paraguai, o Santos deve repetir a fórmula que funcionou nos dois mata-matas anteriores da Libertadores, ante América e Once Caldas. Nesses confrontos, assim como contra o Cerro, venceu o duelo de ida pelo placar mínimo. Classificou-se ao segurar um empate na volta.
"Espero que a defesa possa manter a regularidade dos últimos jogos. É só não tomar gols que estamos classificados. Mas, se acontecer, torço para que nosso ataque possa fazer também", disse o defensor Durval, titular ao lado de Edu Dracena no miolo da zaga santista.
O zagueiro não esconde que as orientações de Muricy, consagrado pela consistência defensiva de suas equipes, foram fundamentais para transformar o setor. "Ele pede para todo mundo marcar, manter o posicionamento, e acho que a compreensão de todos sem a bola é importante para a equipe não sofrer tantos gols."
O volante Arouca, que sem a companhia de Ganso, lesionado, tem atuado com um pouco mais de liberdade, concorda com o Durval. "No ano passado, muitos criticavam, mas agora têm que exaltar essa sequência de vitórias e valorizar a parte defensiva", cobrou. "Não damos show nem goleamos [como em 2010], mas fazemos o suficiente para vencer as partidas."
A vantagem de jogar por um empate, porém, não pode tirar o apetite dos jogadores de frente do time na partida desta noite, acredita o lateral Alex Sandro, que ocupará a vaga de Léo, com o tornozelo contundido. "Nunca fomos de esperar o adversário para sair no contra-ataque", afirmou. "Até porque, se marcamos um gol, eles precisarão de três", completou Arouca.
Ao vivo
Cerro Porteño x Santos, às 21h50, na BandSports e SporTV 2.
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