Vista da entrada principal da Arena da Baixada: estádio volta a ser rubro-negro| Foto: Giuliano Gomes/ Gazeta do Povo

Depois de dois anos e sete meses, a peregrinação chega ao fim. O Atlético retorna para casa hoje. Volta para seu caldeirão, reconstruí­do para a Copa do Mundo ao custo de R$ 330 milhões, às 18h30, contra Criciúma. Um reencontro que só não é perfeito porque a torcida não poderá participar. Resquício da punição imposta pela STJD por causa da pancadaria generalizada que marcou o jogo contra o Vasco, em Joinville, na última rodada do Brasileiro passado.

CARREGANDO :)

INFOGRÁFICO: Veja a ficha técnica para a partida

A longa ausência pode ser quantificada em números. Foram 88 partidas no período, com um aproveitamento respeitável de 73%, mesmo tendo de passar por sete cidades e dez estádios diferentes. Não rendeu nenhum título. O grande jogo, a final da Copa do Brasil com o Flamengo, por exemplo, teve de ser disputado na Vila Capanema, casa do rival Paraná.

Publicidade

Fora das quatro linhas, no entanto, a história é outra. Entre 2011 e 2013, a média de público do clube caiu 56%. Além de arrecadar menos, o Furacão teve ainda de colocar a mão no bolso para jogar. O valor estimado do aluguel da Vila Ca­­pa­­ne­­ma é de R$ 50 mil por jogo. Como usou o campo pa­­ranista em 37 ocasiões, a taxa bateu na casa dos R$ 2 milhões. Já no Ecoestádio pode ter chegado a R$ 1,2 milhão, considerando o valor extraoficial de R$ 20 mil por partida.

Apesar da vida nômade, o quadro associativo se man­­teve estável, com cerca de 23 mil sócios. Número que o Rubro-Negro espera ver passar de 40 mil com a volta para casa – a nova capacidade da Arena é de 42.247 lugares. "Estamos um pouco frustrados da demanda [procura de sócios]. Não está aquecida. Número pequeno de procura", disse Mario Celso Petraglia, presidente do clube, em entrevista à rádio oficial do clube.

Retorno que deixa os jogadores ansiosos. O lateral-direito Sueliton falou da importância de jogar em casa novamente após a vitória contra o Flamengo, por 2 a 1, na última rodada. "Voltar à Arena vai ser maravilhoso. Pena que não vamos voltar com a torcida", comentou ele, em entrevista ao site rubro-negro. "Não teremos a nossa torcida, mas temos de ser fortes, explorando nossas qualidades e trabalhando muito para tornar a equipe mais compacta", emendou o técnico Doriva.

Publicidade